Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos Preservados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos Preservados. Mostrar todas as mensagens

sábado, 17 de abril de 2021

sábado, 17 de abril de 2021

Nacional: Mindpics - Paulo Faria


Fomos surpreendidos esta semana com uma mensagem do Paulo Faria, que, enquanto procurava alguns ficheiros antigos descobriu num dos seus CDs, sem estar à espera, Mindpics.

Após ter enviado algum material para a revista Mega Score relacionado com o seu projeto de puzzle/aventura inspirado pelo 7th Guest intitulado Castle of Fear, que lhe mereceu alguns elogios, Paulo já era conhecido da equipa. Quando decide fazer um sliding blocks puzzle (à falta de melhor termo em português) utilizando renders do seu anterior projeto, a redação decide publicar esse trabalho na secção "Talentos" de um CD que vinha anexo a cada edição da revista.


Foi em Abril de 1999 que o jogo veio ao público, mas como infelizmente ainda não tínhamos conseguido ter acesso ao CD, tinha sido mais um entre tantos desta época que ficou por preservar. Felizmente tivemos a sorte de ser o próprio autor a contactar-nos e enviar o jogo, o que muito lhe agradecemos.

O jogo em si é bastante simples e não acrescenta muito de novo à velha fórmula do género. Destacamos os cenários em 3D, bastante interessantes tendo em conta o panorama nacional de desenvolvimento de jogos em Portugal à época, os dois modos de jogo "livre" e "arcade", além de um nível ajustável de dificuldade.

Para finalizar, recomendamos o uso de uma máquina virtual com Windows 98 ou XP, já que tivemos alguns problemas a correr este jogo num sistema moderno e deixamos o aviso de que poderão encontrar alguns bugs. Por exemplo, o autor comunicou-nos que ao seleccionar a opção Top 10 o jogo bloqueia, tenham por isso cuidado.

No entanto a maior parte deste projeto está funcional e jogável. Sendo assim, aqui vos deixamos o link.

Esperamos que gostem!

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

VGHF: Os segredos do código-fonte de Monkey Island

Animação de salto não usada no Monkey Island [imagem de VGHF]
No passado mês de Outubro referimos a nova iniciativa da Video Game History Foundation para a preservação e recuperação do código-fonte e outros artefactos usados no desenvolvimento de jogos clássicos. 

Este projeto designado por Video Game Source Project estreou-se no passado dia 30 de Outubro num evento de angariação de doações, com a presença de Ron Gilbert a pretexto dos 30 anos do lendário The Secret of Monkey Island. Numa conversa que durou um par de horas, Ron partilhou alguns segredos e curiosidades sobre o desenvolvimento do jogo.

Agora em Novembro, a VGHF disponibilizou a conversa para o público em geral, a qual pode ser acedida através desta página. Também incluí um extenso artigo com os segredos que estiveram ocultos durante todos estes anos.

Abriu-se o véu a uma longa lista de curiosidades como rascunhos em papel, animações que não foram usadas ou versões intermédias de cenários ou arte. Também foram revelados alguns puzzles descartados, ou artefactos remniscentes de outros projectos de Ron Gilbert, bem como funções de código sem utilidade aparente e locais ou objectos nunca usados.


Até algumas cenas foram recuperadas pela equipa da VGSP porque o respectivo código estava somente comentado, o que permitiu recriar várias sequências e locais que foram descartados na versão final.

Portanto arranje um chávena de café (ou de chá) e desfrute calmamente os segredos de Monkey Island!

Fonte: https://gamehistory.org/monkeyisland/


sábado, 17 de outubro de 2020

sábado, 17 de outubro de 2020

VGHF lança iniciativa para preservação de código-fonte de videojogos

Cena não usada na versão final de "The Secret of Monkey Island"
[imagem de VGHF]

A Video Game History Foundation, entidade sem fins lucrativos que se dedica à preservação e divulgação da história de videojogos, tem agora uma nova missão a qual deu o nome de Video Game Source Project

Esta iniciativa pretende recuperar algo que tem sido deixado no esquecimento: código-fonte, recursos digitais, documentação, arte conceptual, correspondências de correio, relatórios, ou seja, tudo que envolve o processo de desenvolvimento de um videojogo.

Nesta última década temos assistido a um amadurecimento na preservação da história dos videojogos, particularmente assente na forma binária em que foram distribuídos, e nos materiais promocionais.

Agora procura-se também a preservação de uma fonte inestimável de conhecimento que está contida em discos ou disquetes de desenvolvimento, esquecidas em sótãos de velhos estúdios, ou guardadas pelos antigos programadores.

Os recursos e fontes originais são uma janela do tempo para historiadores, além de material de aprendizagem e inspiração para novos criadores. O acesso ao código-fonte e recursos originais também permite que jogos sejam recuperados, remasterizados e convertidos para as plataformas atuais, ficando à disposição de novas gerações de gamers.

O projeto já começa a dar os primeiros frutos, nomeadamente com os dois primeiros jogos da série Monkey Island, cujas fontes foram estudadas, descobrindo-se alguns segredos que nunca chegaram à versão distribuída comercialmente. Este conteúdo será mostrado no próximo dia 30, num evento on-line organizado pela VGHF e com um convidado muito especial, Ron Gilbert, o lendário designer de Monkey Island!

Fontes:

https://gamehistory.org/video-game-source-project/

https://www.rockpapershotgun.com/2020/10/16/video-game-history-foundation-begins-new-preservation-project-starting-with-monkey-island-cut-content/

sábado, 9 de maio de 2020

sábado, 9 de maio de 2020

Nacional: Ninja Bear 2 - Tiago Sousa


Esta semana finalmente partilhamos Ninja Bear 2, a sequela criada por Tiago Sousa ao jogo que já publicámos aqui em Setembro do ano passado.

Desde já agradecemos ao Carlos Ricardo que criou uma imagem do CD original da Mega Score onde este saiu, cedendo-nos o mesmo para que o pudéssemos divulgar.

Nesta nova aventura de Ninja Bear, o objetivo será avançar pelos níveis matando os esqueletos que nos aparecem pelo caminho, apanhando os frascos de mel que nos dão alguns pontos extra até chegar ao boss final.

Segundo o autor nos refere num documento que incluiu com o jogo à época (ao qual fizemos pequenas correções ortográficas):

"Levei dois dias a fazer este super magnifico jogo, tem à volta de 3200 linhas de código, e, como tinha prometido, um scrolling horizontal e ainda mais dois scrollings paralelos que dão um efeito todo "bónito". Ainda não foi desta que consegui usar a porcaria dos Wavs e dos Midis, mas prontos pá, já têm um som digital dolbi-surround (not) para Sound Blasters e compatíveis.
A "intro" tá muita má , mas prontos como sou um artista gráfico e programador auto-didacta,
para mim já está bastante aceitável.
Esta versão têm uns piquenos bugs , mas prontos nada do outro mundo.
O Ninja Bear foi programado na versão 3.0 do C++ da Borland."


"A não perder : NINJA BEAR 3 -> A SAGA CONTINUA ...

Nesta nova versão vou usar imagens digitalizadas todas bónitas (dá menos trabalho desenhar desenhar à mão), sons wavs, mais inimigos, níveis maiores e mais difíceis , e pela primeira vez o
arqui-inimigo do Ninja Bear vai-se defrontar num Mano-a-Mano, o KARATE MACHO BEAR . Nesta 3ª versão o objectivo vai ser ter que salvar a Ursolina ( a namorada do Ninja Bear ) das mãos do malvado KARATE MACHO BEAR.
Dentro doutras novidades vou melhorar e bastante o interface de jogo (no ninja bear 2 nem me dei ao trabalho de mudar os menus), uma melhor jogabilidade e incluir diversos tipos de dificuldade.
Dos niveis destaco uma empolgante perseguição de moto que o ninja bear vai fazer, e prontos mais não digo. Neste Ninja Bear 3 , já me vou dar ao trabalho de programar durante umas 2 ou 3 semanas , para ver aquilo de que sou capaz fazer em 2d ."


Infelizmente, este último jogo que iria encerrar a trilogia nunca chegou a ser lançado. No entanto, através da publicidade que o lançamento dos anteriores granjeou graças à Mega Score, acabou por atrair outros elementos que se vieram a juntar numa equipa a que foi dado o nome de True Dimensions. Estes últimos foram fulcrais na génese da atual comunidade portuguesa de desenvolvimento de jogos e ainda hoje nela se mantém a um nível profissional.

Podem encontrar aqui um link para o descarregar (atenção que aconselhamos a utilização de DOSBox, uma máquina virtual ou computador da época) e esperamos ver-vos por aqui na próxima semana.

sábado, 2 de maio de 2020

sábado, 2 de maio de 2020

Nacional: Trinca-Espinhas - João Ponte e Jaime Sacadura


O Trinca-Espinhas é um pequeno jogo educativo ligado à matemática e criado no âmbito do projeto Minerva. Este projeto, que vigorou entre 1985 e 1994, tinha como principais objetivos a formação de professores e formadores, apoiar a criação de novo software educativo e divulgação dos já existentes, criar condições para a divulgação da informática nas escolas apoiando professores e fornecendo materiais e a sua instalação com o objetivo de renovar o sistema educativo português.


Dos programas criados nesta época, um dos mais populares e que gozou de maior divulgação da parte da comunidade educativa chamava-se Trinca-Espinhas e foi criado por João Ponte e Jaime Sacadura. Estes lançaram-no em disquetes de 5.25" com alguma documentação de apoio e vendiam-no exclusivamente à comunidade educativa.
 
A grande maioria destes programas não está preservada hoje em dia e foi por sorte que conseguimos recuperar este que hoje convosco partilhamos. Pedimos também aos nossos leitores que, caso tenham alguma produção Minerva convosco, que a considerem partilhar connosco para que possa ficar preservada para a posteridade. Quanto ao programa deste post, podem encontrá-lo aqui.

sábado, 12 de outubro de 2019

sábado, 12 de outubro de 2019

Nacional: Master Mind - Mário Raposo

 

Recentemente, descobri que um amigo e colaborador regular do Planeta Sinclair - Ricardo Reis, tendo já para lá partilhado muito conteúdo, tinha em sua posse uma boa coleção de disquetes que foi salvando ao longo dos anos da destruição certa.

Após falar com ele, pedi-lhe permissão para ver apenas uma das muitas caixas que tinha, na esperança de encontrar algo de interessante e qual foi a minha surpresa quando logo na primeira disquete encontrei um M.I.A. nacional!

O jogo que temos para vos mostrar hoje é Mastermind, nas suas versões 1.0 e 2.0, jogo criado por Mário Jorge Raposo em 1988 com a colaboração de Jorge Gil na música. Segundo o próprio, foi criado em Basic e posteriormente compilado. Também é um exemplo bastante interessante de shareware nacional, já que apesar de não ser usado este termo o autor indica claramente que o jogo pode ser copiado e redistribuído, mas nunca vendido.


O conceito do jogo é já bastante conhecido e transcrevemos aqui um pouco das instruções que vêm com o jogo - o nosso objetivo é descobrir uma combinação de seis símbolos através da dedução, sendo que as três colunas do lato direito ajudam o jogador a tirar as suas conclusões. A chave pode conter símbolos iguais ou todos diferentes. Há nove níveis de dificuldade, sendo que o primeiro é constituído por dois símbolos e o últimos nível tem dez .
As teclas necesssárias para inserir cada símbolo encontram-se no canto inferior esqueddo por cima de cada símbolo.

As colunas da direita têm três letras - A, B e C e os números que lhes correspondem significam:

A - Símbolos correctos no sítio certo
B - Símbolos correctos em posição incorrecta
C - Símbolos incorrectos

Temos aqui um jogo aparentemente simples, mas na verdade bastante desafiante e recomendamos que o experimentem, tendo especial interesse pela sua antiguidade e por ser um dos raros jogos nacionais para MS-DOS da época com música.

Agradecemos mais uma vez a Ricardo Reis que não só nos emprestou as suas disquetes, como também uma drive para as podermos ler.

Aqui fica o link para o descarregarem e caso o autor do mesmo leia este post, agradecíamos que entrasse em contacto connosco.

sábado, 28 de setembro de 2019

sábado, 28 de setembro de 2019

Nacional: Ninja Bear - Tiago Sousa



Graças ao Carlos Ricardo, a quem agradecemos a cedência do jogo, temos para vós Ninja Bear, um jogo português para MS-DOS criado por Tiago Sousa em 1999 que foi na altura publicado no CD-ROM da revista Mega Score nº 38.

Tiago Sousa está atualmente a trabalhar na id Software (conhecida por clássicos como Wolfenstein 3D, Doom e Quake) nos E.U.A. e por isso achámos que seria interessante a preservação e divulgação de um dos seus primeiros jogos.

Ninja Bear é um jogo simples de plataformas em que controlamos um urso ninja que parte numa missão para resgatar a sua namorada que terá sido raptada por um bando de malfeitores. Teremos de explorar vários cenários, enfrentar alguns inimigos e resolver puzzles com o objetivo de resgatar os vários reféns. Vemos obviamente que tem algumas falhas, mas nada que impeça o desenrolar do jogo e após conseguir perceber como contornar esses pequenos problemas, torna-se até bastante divertido.


Deixamos uma mensagem do próprio Tiago que este incluiu com o jogo aquando do lançamento:

"É o melhor jogo em 2d que já fiz até hoje, levei uns 3 ou 4 dias a programa-lo e escrevi 3300 e tal linhas de código. Tem uns quantos bugs , por exemplo, se nós disparar-mos e mudar-mos para outro cenário o tiro ainda lá anda , e mais alguns, enfim coisas feitas à pressa é no que dá.
Mas estes bugs e outros já vão estar corrigidos no Ninja Bear 2, no qual vou incluir mais inimigos, niveís, sons (espero que já consiga por Wavs e Midis), e com scrolling horizontal (já consigo fazer scrolling , um bocado rascas, mas para um auto-didacta estão razoáveis) vou também incluir mais movimentos no Ninja Bear, é um bocado parvo ele só disparar, uma vez que é um "ninja", vou melhorar detalhes no cenário, e outras cousitas. O Ninja Bear foi programado na Versão 3.0 do C++ da Borland."


Esperamos que gostem de mais esta pequena pérola da história dos videojogos em Portugal, podem encontrar o jogo aqui.

sábado, 21 de setembro de 2019

sábado, 21 de setembro de 2019

Nacional: Jogo da Bolsa - E&P Soft


Para hoje temos um pequeno jogo partilhado connosco pelo Afonso Gageiro que nos diz tê-lo encontrado num lote de disquetes que comprou pelo Olx.
Anteriormente tinha aqui colocado a história de um Olivetti que comprei pois pensei que fosse essa a origem deste M.I.A., mas fui recentemente corrigido e apercebi-me que houve uma confusão que já foi esclarecida.


O que é então o jogo da bolsa?
Criado pela E&P Software (empresa que desconhecemos e agradecemos desde já qualquer informação) e aparentemente com o apoio da IBM, é uma versão de um jogo de tabuleiro já bastante conhecido em Portugal,de que muitos certamente se lembrarão nas suas versões da Karto nos anos 70 ou mais recentemente da Majora.

Este é um jogo de estratégia que pede uma cuidadosa gestão das finanças ao nosso dispor numa simulação em pequena escala da atividade de uma bolsa de valores.
O tema poderá não ser muito apelativo para alguns, lote no qual me incluo, mas não deixa de ser uma curiosidade interessante, nem que seja pelas referências à realidade portuguesa da época.

Podem encontrá-lo aqui, cortesia do amigo Afonso Gageiro.

sábado, 14 de setembro de 2019

sábado, 14 de setembro de 2019

Nacional: Jogo da Glória - Helena Silva


Para hoje temos para partilhar convosco um dos muitos jogos feitos ao abrigo do programa Minerva, que permitiu que professores de todo o país tivessem apoios e ferramentas para a criação de videojogos educativos.
O que vos apresentamos hoje é um bem simples, mas ainda assim merecedor da nossa atenção, nem que seja pelo quão obscuro é nos dias de hoje.

Temos então uma versão para computador do sobejamente conhecido jogo da glória em modo texto para MS-DOS que inclui várias perguntas das áreas de ciências e matemática, tendo sido criado com um propósito educativo.
Não conseguimos infelizmente encontrar mais informações acerca do jogo, apenas vos podemos dizer que foi criado por Helena Silva ao abrigo do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Desconhecemos a data e quaisquer outras informações, por isso pedimos a colaboração dos nossos leitores para nos ajudarem caso tenham mais informações acerca deste jogo colocando um comentário neste post.
Quanto ao jogo, podem encontrá-lo aqui.


sábado, 7 de setembro de 2019

sábado, 7 de setembro de 2019

Nacional: Trivial Persilva - Fernando Silva


Hoje temos para vos mostrar um jogo que o nosso amigo Afonso Gageiro encontrou num lote de disquetes que salvou do lixo e decidiu partilhar connosco - o Trivial Persilva.

Este jogo é uma versão para computador do famoso Trivial Pursuit criada em 1992 por Fernando Silva com perguntas de sua autoria. Não apresenta qualquer tipo de gráficos, tendo sido concebido exclusivamente em modo texto, daí que mesmo tendo em consideração o ano em que foi criado acabe por não ser dos programas mais apelativos que já vimos até hoje.
Mesmo assim, está bastante bem concebido e recomendamos totalmente não só por ser mais uma curiosidade nacional, como também por estar bastante bem produzido dentro do género.
Podem encontrá-lo aqui.