sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Nova versão do ScummVM

Saiu esta semana a última versão do ScummVM, programa sobejamente conhecido no mundo da emulação. Para quem não o conhece podemos descrevê-lo essencialmente como tendo sido criado para correr as aventuras gráficas clássicas da Lucas Arts (criadas com o engine interno SCUMM, daí o nome a que se acrescentou VM - Virtual Machine). Ultimamente têm sido muitos outros os jogos adicionados à lista de compatíveis, principalmente aventuras gráficas, mas também se começam já a ver jogos de outros géneros.

O maior destaque vai para Blade Runner, um jogo há muito pedido pela comunidade, mas também temos outros, segue a lista completa:

  • Blade Runner.
  • Hoyle Bridge.
  • Hoyle Children's Collection.
  • Hoyle Classic Games.
  • Hoyle Solitaire.
  • Hyperspace Delivery Boy!
  • Might and Magic IV - Clouds of Xeen.
  • Might and Magic V - Darkside of Xeen.
  • Might and Magic - World of Xeen.
  • Might and Magic - World of Xeen 2 CD Talkie.
  • Might and Magic - Swords of Xeen.
  • Mission Supernova Part 1.
  • Mission Supernova Part 2.
  • Quest for Glory: Shadows of Darkness.
  • The Prince and the Coward.
  • Versailles 1685.
Também nesta versão é finalmente permitido guardar o progresso dos jogos e ficheiros do jogo na cloud (para já apenas em desktops).

Podem então encontrar aqui a última versão do programa.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Clássico: "Arcade Volleyball" (1989)

Se há jogo que dá primazia à jogabilidade, em detrimento de tudo o resto, esse é Arcade Volleyball

Talvez desta forma se explique a popularidade do Arcade Volleyball, que apareceu já numa época em que os jogos para o MS-DOS tornavam-se mais "sofisticados". Pessoalmente, lembrar-me-ei sempre deste jogo como um velho amigo, o "AV", o nome do executável que me deu muitas horas de diversão, a solo, ou com um companheiro de jogatana.


Trata-se portanto, e tal como o próprio nome indica, de um jogo de volleyball, disputado por duas simpáticas "cabeças" que têm que bater a bola de modo a que esta atinja o chão que o adversário pisa. Não há muito que saber sobre as regras, mesmo para quem não conhece este desporto, facilmente apanha o jeito ao jogo. Mas isso não quer dizer que o jogo seja simplista de todo..

Os gráficos são básicos, os efeitos sonoros minimalistas, mas a física da bola é realista quanto baste, e o movimento é bastante fluído até num PC XT. O que faz toda a diferença, pois uma disputa entre dois jogadores humanos rapidamente se tornará entusiasmante - escrevo por experiência própria.


Mas se não tivermos companhia? Aí entra o outro ponto forte do jogo: podemos substituir um jogador humano pelo computador que, diga-se de passagem, não deixa os créditos por mãos alheias em termos de competitividade. É muito difícil bater o cérebro electrónico mas, propositadamente ou não, este jogador não-humano também comete erros o que ajuda à ilusão de enfrentarmos um adversário com fraquezas humanas.

Se estivermos muito entediados, podemos colocar o computador a jogar contra si mesmo, e assistir a longas e renhidas partidas (de facto, confesso que assistia a estas jogadas para tentar perceber como poderia enganar o computador)!

Falta referir que este jogo é um port de uma versão para o Commodore Amiga, que por sua vez foi inspirado numa versão original para o C64, de Rhett Anderson (que esteve envolvido em todas as versões). Pode ser jogado on-line aqui

sábado, 14 de setembro de 2019

Jogo da Glória (M.I.A.)


Para hoje temos para partilhar convosco um dos muitos jogos feitos ao abrigo do programa Minerva, que permitiu que professores de todo o país tivessem apoios e ferramentas para a criação de videojogos educativos.
O que vos apresentamos hoje é um bem simples, mas ainda assim merecedor da nossa atenção, nem que seja pelo quão obscuro é nos dias de hoje.

Temos então uma versão para computador do sobejamente conhecido jogo da glória em modo texto para MS-DOS que inclui várias perguntas das áreas de ciências e matemática, tendo sido criado com um propósito educativo.
Não conseguimos infelizmente encontrar mais informações acerca do jogo, apenas vos podemos dizer que foi criado por Helena Silva ao abrigo do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Desconhecemos a data e quaisquer outras informações, por isso pedimos a colaboração dos nossos leitores para nos ajudarem caso tenham mais informações acerca deste jogo colocando um comentário neste post.
Quanto ao jogo, podem encontrá-lo aqui.


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Clássico: "Big Red Racing" (1996)

 Big Red Racing da Big Red Software
 

Não sei exatamente como este jogo me chegou às mãos, pois lembro-me de sempre o ver no escritório da casa onde passei a minha infância junto ao computador. Assumo que terá sido comprado na mesma altura que o dito computador, tendo acabado por ser o meu primeiro jogo a sério, logo a seguir aos populares (à época) jogos educativos da Porto Editora.

Quando era mais novo devo dizer que era péssimo em jogos de corridas e demorei a dominar os básicos, mas este jogo sempre me divertiu por ter um mundo totalmente em 3D, totalmente aberto à exploração (ao contrário dos seus congéneres que nos mantinham na área da pista) com imensos easter eggs engraçados espalhados pelo cenário e por um design visual e de som completamente diferente de tudo o que tinha visto até à altura.


O humor non-sense pode encontrar-se um pouco por toda a parte, até nas descrições dos personagens


Infelizmente não envelheceu bem e os gráficos 3D bastante básicos já não satisfazem como outrora, além disso o constante movimento da câmara, como se estivesse constantemente em vibração torna-se extremamente irritante. Ainda mais, todo o design que na altura seria muito inovador agora parece-nos muito datado e relembra-nos simultaneamente o melhor e o pior do que se fazia nos anos 90.

Enquanto jogo de corridas é divertido e competente, mas em comparação a outros da época não é nenhuma obra-prima. O humor e a irreverência na apresentação são realmente o que o destacam dos demais e é muito mais divertido quando jogado com os amigos.


Circuito citadino na Austrália


Em modo multijogador, algo que nunca tive a oportunidade de experimentar quando era mais novo acaba por se tornar bastante divertido, mas desilude um pouco em modo de um jogador, parecendo que a inteligência artificial dos outros concorrentes foi criada de modo a dificultar-nos a vida, talvez até demais.

Os gráficos são bastante básicos, mas a falta de detalhe nos mesmos permite que todos os gráficos sejam 3D e gerados em tempo real levando a que o jogo corra suavemente até mesmo com seis jogadores em simultâneo.


 O jogo também nos leva para destinos mais exóticos, como o Ártico


Em conclusão, é totalmente recomendado para quem procura uma jogo de corridas divertido e com uma experiência própria das arcades, pois o que falta em realismo sobra em humor e diversão.
Recomendo que liguem ao começar o jogo os comentários, pois dão toda uma outra experiência de jogo.

O politicamente incorreto das piadas com estereótipos, referências à cultura pop e outras brincadeiras são o que dá a verdadeira personalidade a um jogo que não se leva muito a sério e ainda bem, pois são estas pequenas coisas que me perduram na memória vinte e três anos após o seu lançamento e me levaram agora a escrever esta análise.

sábado, 7 de setembro de 2019

Trivial Persilva (M.I.A.)


Hoje temos para vos mostrar um jogo que o nosso amigo Afonso Gageiro encontrou numa das suas disquetes e decidiu partilhar connosco - o Trivial Persilva.

Este jogo é uma versão para computador do famoso Trivial Pursuit criada em 1992 por Fernando Silva com perguntas de sua autoria. Não apresenta qualquer tipo de gráficos, tendo sido concebido exclusivamente em modo texto, daí que mesmo tendo em consideração o ano em que foi criado acabe por não ser dos programas mais apelativos que já vimos até hoje.
Mesmo assim, está bastante bem concebido e recomendamos totalmente não só por ser mais uma curiosidade nacional, como também por estar bastante bem produzido dentro do género.
Podem encontrá-lo aqui.


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Novo: "Plutonium Caverns" (2019)

A produção amadora de jogos para o MS-DOS pode ainda não estar, em termos de quantidade, a par do que já se faz por hobbyistas em relação a outros microcomputadores (como o MSX, o ZX Spectrum ou o Commodore Amiga). No entanto, nota-se um interesse acrescido pela criação de jogos para os IBM PC compatíveis. O Planeta MS-DOS também irá dedicar-se a divulgar as recentes produções da cena hobbyista!


Ecrã de entrada

"Plutonium Caverns" é um jogo criado por Jani Nykänen para o MS-DOS, cuja história é sobre um explorador inter-estelar que, ao regressar de uma missão exploratória pelo espaço, vê-se obrigado a aterrar a sua nave, sem combustível, num planeta isolado e misterioso. 

Debaixo da superfície do planeta, existem cavernas que guardam gemas de plutonium, o elemento necessário para fazer funcionar a nave do solitário explorador. Este terá então que entrar nas cavernas e recolher gemas suficientes para encher o tanque de combustível. Infelizmente a missão não se lhe afigura nada fácil, pois as cavernas estão pejadas de perigos.

Introdução ao nosso herói

O jogo consiste num quebra-cabeças ligeiramente inspirado na mecânica do Sokoban. Temos que manipular objectos de modo a abrir caminho para as gemas, através de rios de lava, paredes de gelo, portas, entre outros obstáculos.

A primeira caverna

A influência de Sokoban é evidente: a caverna estende-se numa grelha de 10 por 10 espaços, onde o herói pode empurrar pedregulhos, de tal modo que um empurrão em falso, pode fechar-nos o caminho para as gemas e obrigar a repetição da partida. Mas a comparação fica-se por aí, visto que existem vários tipos de blocos, algum podem ser empurrados ou destruídos, mas outros são intransponíveis, excepto mediante diferentes ações que o personagem pode executar.

Empurrando um pedregulho

O jogador também pode começar com um número limitado de ferramentas, como a picareta,  que derruba paredes de gelo, ou a pá, que tapa os blocos de lava. As pás e picaretas são inutilizáveis após o seu uso, pelo que teremos de ser parcimoniosos com as mesmas. Podemos repor o número de picaretas, pás e outros objectos, caso estes se encontrem na caverna - eventualmente deixados por alguma antiga e desaparecida civilização?

Os próprios pedregulhos também podem ser usados para fazer desaparecer um bloco de lava (e por consequência, o próprio pedregulho). Outros pedregulhos estão congelados e devemos usar a picareta para soltá-los.

Pedregulhos congelados e alavancas 
Podemos encontrar portas que se abrem com uma chave específica, e alavancas que fazem aparecer ou desaparecer paredes de blocos coloridos. Também existem bombas que devem ser apanhadas e colocadas em espaços específicos, onde são ativadas, e de onde podem ser empurradas durante 5 movimentos, até explodirem e destruirem pedregulhos e gelo ao seu redor - também transformando paredes sólidas em lava. A bomba pode ser igualmente empurrada para a lava como se de um pedregulho se tratasse, abrindo um espaço e desaparecendo sem explodir.

Nas últimas cavernas iremos encontrar mini-buracos negros que desintegram tudo em que tocarem, excepto, claro está, o nosso viajante, quiçá por estar com um fato protector. As paredes exteriores da caverna também são imunes. Deveremos usar as propriedades destrutivas deste mini-buraco a nosso favor! Serão estes artefactos, vestígios da devastação ou desolação do planeta?

Mapa do planeta do qual podemos aceder às cavernas

Terminamos cada fase, apanhando todas as gemas de plutonium, usando uma ou mais combinações de acções e movimentos. São 17 cavernas com variados puzzles, em que o grau de dificuldade começa a sentir-se verdadeiramente a partir da 13ª caverna. Apesar de tudo, não é um jogo muito difícil, acabando por tornar-se bastante prazeiroso terminar cada caverna.

Os gráficos do jogo são simples, coloridos, e poderiam passar como sendo dos primórdios da placa VGA. Os efeitos sonoros são minimalistas mas não cansam o jogador. Não existe música - quiçá nem acrescentaria muito valor ao jogo que, mereceria, sim, mais uma fornada de níveis!


Tendo em conta que é o trabalho de uma pessoa só, o jogo tem um bom acabamento e cumpre para aquilo que está destinado: uma ou duas horas de diversão.

Pode-se jogar "Plutonium Caverns" no DOSBox (ou em hardware real) descarregando o executável das páginas do autor, tanto no itch.io como no Game Jolt. Aliás também pode ser jogado via browser, a partir destes mesmos links.

Finalmente, devemos salientar que o criador do jogo disponibilizou o código-fonte (em linguagem C) num repositório do GitHub, com uma licença open-source - o que é louvável e certamente inspirador para quem quer se iniciar na programação de um jogo para o MS-DOS.

E terminamos com um agrado para o leitor, gostamos tanto do jogo, que disponibilizamos o mapa do "Plutonium Caverns"!

Mapa de Plutonium Caverns

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

DOS Game Installer




Foi hoje lançada a última versão de uma nova ferramenta que promete ser uma preciosa ajuda na instalação e configuração de jogos desenvolvidos para MS-DOS.

Este aplicativo funciona conjuntamente com o eXoDOS e permite instalar diretamente qualquer um dos cerca de 7000 jogos compatíveis, sem ser necessária a instalação da totalidade dos packs que vêm de origem com este programa.

Vamos então tentar explicar um pouco melhor como funciona: O eXoDOS é um projeto que nasceu para ajudar a catalogar, descarregar e instalar/configurar facilmente todos os jogos para DOS e PC Booter. A emulação é feita pelo DOSBox, mas através do eXoDOS, deixa de ser necessária qualquer configuração, conhecimentos técnicos ou experiência na área para poder aceder aos nossos jogos favoritos.

O grande problema desta ferramenta era que obrigava ao download de uma grande quantidade de jogos, ocupando um espaço considerável em disco, já que cada um dos packs temáticos (aventura, RPG, estratégia) não só trazia a front-end devidamente configurada, mas também todos os jogos compatíveis. Se para o público-alvo deste aplicativo (possuidores de máquinas arcade ou mini-consolas com vários emuladores) seria uma boa ideia ter todos os jogos acessíveis, para quem queria apenas jogar uma pequena quantidade dos mesmos fazer esta selecção era até agora impossível.

Mais ainda - o DGS é portátil, pois ocupa tão pouco espaço que pode ser instalado numa pen, num portátil ou num computador com pouco espaço disponível; dá-nos acesso a uma navegação simplificada, semelhante à do emulador MAME; tem suporte para a instalação direta de jogos DOS numa Retropie e suporta o projeto Keyb2joy.pad que nos permite a utilização de joysticks mesmo em jogos que não o suportam, pois este converte o input desses controladores num sinal emulado do teclado ou rato.

Para todos os nostálgicos que até agora não se dedicaram à emulação de jogos DOS por o acharem demasiadamente complexo ou até para os mais novos que querem experimentar os clássicos e não sabem como navegar num sistema da época, têm agora uma boa proposta que lhes facilitará o acesso a uma excelente biblioteca de clássicos.

Passem aqui pelo site oficial para mais informações e também descarregar o programa.