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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Recortes: Falando em português - Videojogos - TV Mais (2000)

Nos últimos meses fomos publicando vários recortes da secção Videojogos da revista TV Mais. Hoje chegamos ao último recorte que temos em nossa posse. E não podíamos acabar da melhor forma, com uma referência neste recorte derradeiro, ao Tzar: O Peso da Coroa, jogo oficialmente traduzido para a língua portuguesa há 20 anos atrás.

Versão portuguesa de "Tzar: O Peso da Coroa"
Esta edição da Videojogos foi da autoria de dois nomes já recorrentes, Ana Santos e Fernando Rosado, ambos colaboradores da Bimotor, responsável por esta secção no seio da TV Mais.

Além das habituais notícias sobre o universo das consolas, para os PC encontramos o grande destaque reservado a Thief II: The Metal Age, a sequela do clássico Thief da Looking Glass Studios, um jogo 3D na perspectiva de primeira pessoa. Assente na mecânica de acção furtiva num cenário "steampunk", Thief foi uma aposta arriscada que vingou num mercado dominado pelo género FPS.

A sequela usou uma versão aperfeiçoada do Dark Engine (o motor 3D que também foi a base de Thief e System Shock 2), além de ter melhorado vários os aspectos menos bem conseguidos na mecânica do jogo original. Thief II foi um sucesso de vendas, no entanto, não chegou a tempo de compensar as sucessivas perdas que a Looking Glass Studios havia acumulado em lançamentos anteriores não tão bem sucedidos.

Na falta de investidores, a Looking Glass Studios encerrou, terminando uma história magnífica no mundo dos videojogos, e que havia começado anos atrás com outro jogo revolucionário, o primeiro RPG em tempo real e num mundo a três dimensões na primeira pessoa. Falamos de Ultima Underworld: The Stygian Abyss, o qual teremos oportunidade de abordar neste blogue num futuro próximo.

Quanto ao jogo Thief II, ainda encontra-se à venda tanto na loja da GOG como da Steam, através dos seguintes links:
https://www.gog.com/game/thief_2_the_metal_age
https://store.steampowered.com/app/211740/Thief_II_The_Metal_Age/

O outro destaque neste recorte é o lançamento da versão integral em português do jogo Tzar: O Peso da Coroa, pela Playgames, a divisão de jogos da Porto Editora. O jogo fez parte do catálogo Selecção Playgames, que incluía títulos a preços bem acessíveis, sendo que esteve à venda por 4,99 EUR (se a memória não é traiçoeira).

A introdução da história em português
Mas muitos leitores (inclusive o autor deste mesmo post) lembrar-se-ão deste jogo por ter sido publicado em CD-ROM, na edição nº 73 da revista Megascore, aquando do seu aniversário (novamente se a memória não é traiçoeira).

Tzar é um jogo de "real-time strategy", desenvolvido pela Haemimont Games, um estúdio búlgaro sediado na cidade de Sofia, e especializado nos géneros de "city-building", além dos RTS. Este estúdio também foi responsável pelo desenvolvimento de vários jogos da franquia Tropico.

Interface gráfico reconhecível pelos fãs de Warcraft
A mecânica de Tzar é similar à dos clássicos Age of Empires, Warcraft ou Age of Kings (entre outros), seja na recolha dos recursos, na construção de edifícios e unidades, ou no combate. No entanto, tal como outros jogos da Haeminont, existe um forte componente de role-play que, por exemplo, introduz pontos de experiência com os quais podemos melhorar as nossas unidades, seja elas quais forem, até ao estatuto de herói que poderemos manter para futuras missões, até que sejam mortos.

Ghiron, o mágico
O jogo tem uma ambientação inspirada na fantasia medieval, com três raças disponíveis, cada uma com as suas unidades e estruturas específicas. Além do combate físico, puro e duro, também temos ao dispor outras estratégias como diplomacia/comércio, religião e magia. Cada uma destas estratégias permite o acesso a recursos ou a unidades que poderão fazer a diferença para o término bem sucedido de uma missão.

O editor de campanhas
Apesar de ser um RTS que não teve o sucesso de outros grandes títulos do género, as críticas foram unânimes em relação ao acabamento aprimorado do jogo. Outros pontos considerados positivos: a robustez do modo multiplayer, a inteligência artificial desafiante, bem como um editor de níveis que permite a criação de novas campanhas. O jogo e respectivo editor fizeram tanto sucesso em Espanha, ao ponto da espanhola FX Interactive publicar novas campanhas inspiradas em eventos históricos.

Assim começa a epopeia de Sartor
Finalmente resta-nos referir a história que sustenta o modo de campanha. Encarnamos Sartor, o herói principal, que começa como camponês alheado da sua condição de herdeiro do reino de Keanor, até ao dia em que a aldeia onde cresceu é destruída, e o seu tio morto por mercenários. É resgatado por Ghiron, um mago arguto que revela a verdadeira origem de Sartor, incitando-o a reivindicar a sua coroa e pacificar o reino. A partir daí começa uma longa viagem repleta de desafios, terríveis inimigos e poderosos aliados.

De salientar o excelente trabalho de tradução dos textos que se podem ler ao longo do desenrolar da campanha, o que não é de estranhar quanto temos a Porto Editora envolvida na distribuição deste jogo. É da opinião deste blogue, de que estamos perante uma pequena jóia que merece ser explorada pelos apreciadores do género clássico de RTS. Pelo facto de também se tratar de uma tradução integral e oficial, torna-o relevante para quem se interessa por jogos publicados na língua de Camões.

Tzar: O Peso da Coroa ainda encontra-se à venda na loja da GOG, através do seguinte link:
https://www.gog.com/game/tzar_the_burden_of_the_crown

O recorte da secção de Videojogos pode ser consultado abaixo. Na próxima semana também publicaremos o último recorte da secção Multimédia da TV Mais, não percam!

Falando em Português - Ana Santos / Fernando Rosado

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Recortes: Warcraft 3 - Videojogos - TV Mais (2000)

Mais uma semana, mais um recorte da secção Videojogos na revista TV Mais no ano 2000. Esta edição foi assinada por Ana Santos e Paulo Portugal, colaboradores da Bimotor, e focou essencialmente nas consolas, havendo apenas uma pequena caixa dedicada a um jogo de PC, o Warcraft 3.

O sucesso de Warcraft, o famoso franchise criado pela Blizzard, deve muito aos dois primeiros jogos que marcaram o género de real-time strategy nos anos 90. Apesar deste género já acusar algum esgotamento na viragem do milénio, a Blizzard prometia revolucionar os jogos RTS com a terceira entrega de Warcraft, e o primeiro da série completamente renderizado em 3D. Por sua vez, o sucesso de Warcraft 3 iria abrir as portas a um quarto lançamento que tornou-se ícone no universo dos MMORPG.

Mas voltando ao Warcraft 3, por volta do início de 2000 a comunidade estava ansiosa por qualquer informação, imagem ou vídeo que levantasse um pouco mais do véu sobre este jogo. Foi um desses vídeos, referido na secção de Videojogos, que despertou a nossa curiosidade.

O vídeo estaria alojado no 3dfiles.com, site dedicado ao mundo dos gráficos 3D, mas defunto já há vários anos. Recorrendo à Wayback Machine do Internet Archive, conseguimos achar em que parte do site estava este vídeo (ver aqui). Infelizmente não foi possível recuperar o vídeo, mas a descrição na página ajudou-nos a identificar que trata-se de uma entrevista feita pela Incite Magazine a Rob Pardo, o famoso game designer da Blizzard que trabalhou em Diablo, Starcraft e liderou o desenvolvimento de World of Warcraft.

Foi uma questão de tempo até acharmos o vídeo da entrevista num canal de um fã de Warcraft!


Quanto ao recorte, este pode ser consultado abaixo.

Warcraft 3 - Paulo Portugal / Ana Santos

quinta-feira, 30 de julho de 2020

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Recortes: Viagem a Marte - Videojogos - TV Mais (2000)

Publicamos mais um recorte da secção de Videojogos da revista TV Mais, com os colaboradores da Bimotor: Ana Santos e Paulo Portugal.

Desde já podemos deduzir que este recorte foi escrito antes do início do campeonato europeu de futebol, o Euro 2000 que teve o seu videojogo oficial e foi destacado como uma das novidades (aliás, jogo já referido brevemente em outro recorte já aqui publicado).

Falando de futebol, foi há 20 anos atrás que Portugal fez um brilharete no Euro 2000. Quem não se lembra da geração de ouro com Luís Figo, Rui Costa, Nuno Gomes, Vítor Baia, entre outros, que deram uma remontada à Inglaterra e presentearam a Alemanha com uma pesada derrota, apenas para serem eliminados numa polémica meia-final com a famosa "mão" de Abel Xavier!

Não tão emocionantes quanto o percurso e azares da seleção das Quinas, foram as críticas ao videojogo, produzido pela EA Sports e lançado para a Playstation e o PC (Win95). Sendo um spin-off do FIFA 2000, houve quem não tivesse achado muita piada adquirir este jogo para descobrir que já tinha um praticamente idêntico no FIFA 2000. E essas poucas diferenças entre os dois jogos que não justificariam o preço na sua totalidade. Enfim, práticas nada incomuns neste segmento de jogos desportivos.

Já a crítica não foi tão severa em relação a Martian Gothic: Unification, clone de Resident Evil com uma forte inclinação para resolução de puzzles, recorrendo-se alternadamente a três personagens diferentes. Foi desenvolvido para o Windows pela britânica Creative Reality, a mesma que trouxe Dreamweb, aventura de dark sci-fi para o MS-DOS e, talvez a base de inspiração deste Martian Gothic.

Hoje o jogo é relativamente desconhecido, não foi excepcional nem mediocre, não tendo se destacado entre a multidão de jogos do género de survival horror. Mas tem sido reverenciado por uma pequena e fiel base de fãs que teve contacto com o jogo na época. Hoje, já adultos, enxergam o jogo através das lentes da nostalgia mas também com outra maturidade que lhes permite ter uma experiência diferente e mais completa.

Encontra-se já há vários anos na wishlist da comunidade do site GOG e não duvidamos que haverá quem esteja interessado em comprar (novamente) este jogo.

O recorte pode ser consultado abaixo.

Viagem a Marte - Ana Santos / Paulo Portugal

sexta-feira, 29 de maio de 2020

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Recortes: Boas ideias em 3D - Videojogos - TV Mais (2000)

Quase a terminar mais uma semana e trazemos um recorte da revista TV Mais! Novamente a secção de Videojogos, escrita em colaboração com a Bimotor. Esta edição foi assinada pelos habituais colaboradores Ana Santos e Fernando Rosado.

Em destaque temos o Earth 2150 (para Win95), um jogo de estratégia em tempo real, com a particularidade de ser o primeiro do género com terreno em 3D, suportado por um motor de física que permitia escavar túneis ou abrir crateras no solo. As condições atmosféricas como nevoeiro, chuva ou relâmpagos, também são reproduzidas neste jogo que acabaria por ser publicado pela Strategic Simulations, Inc. em Junho de 2000, mostrando que o género RTS poderia fazer a transição plena para o 3D.

No recorte também podemos ler sobre o lançamento da versão PC do jogo Croc 2, segunda parte de uma série vinda do universo das consolas, e onde tomamos a forma de um simpático crocodilo num jogo de plataformas ao estilo Super Mario 64. E já que referimos as consolas, temos também a notícia da revelação da Xbox, feita pela Microsoft no dia 10 de Março em San Jose, na Game Developers Conference. Esta consola viria a disputar o mercado com a Playstation 2 e a Gamecube, mas isso é um tema que saí fora do âmbito do nosso blogue - pelo menos ficamos a saber que este recorte certamente será de meados de Março ou Abril de 2000.

O recorte pode ser consultado abaixo!

Boas ideias em 3D - Fernando Rosado / Ana Santos

quinta-feira, 21 de maio de 2020

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Recortes: Máquinas de sonho - Videojogos - TV Mais (2000)

Publicamos mais um recorte (falhamos o da semana passada) da secção de Videojogos da revista TV Mais, a cargo de uma colaboração com a Bimotor. Ana Santos e Fernando Rosado apresentam as novidades, como as versões PC (Win9x) de Final Fantasy VIII, e de Need for Speed: Porsche Unleashed (lançado na europa como Need for Speed: Porsche 2000).

De referir uma curta nota sobre a possibilidade do regresso de Wolfenstein 3D, o avô dos first-person shooters, o que efectivamente veio acontecer em 2001 com Return to Castle Wolfenstein, um reboot ao universo de William "B.J." Blazkowicz.

O recorte está disponível abaixo, e para a semana continuaremos com a TV Mais.

Máquinas de sonho - Ana Santos / Fernando Rosado

quinta-feira, 2 de abril de 2020

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Recortes: Aventuras e acção - Videojogos - TV Mais (2000)

Continuamos com um recorte da revista TV Mais no ano de 2000, que consiste em mais uma colaboração da Bimotor na secção de Videojogos, pelas mãos de Ana Santos e Rui Rodrigues. Embora boa parte desta edição da Videojogos seja dedicada às consolas (fãs de RE vão adorar), vamos destacar a referência a Urban Chaos (para Win95/98), um jogo relativamente pouco conhecido da Mucky Foot Productions Ltd., estúdio britânico constituído por antigos elementos da Bullfrog.

Urban Chaos - Mucky Foot Production Ltd.

Urban Chaos é um jogo que saiu no final de 1999, ano em que os cenários apocalípticos do final do milénio foram recorrentes em livros, televisão, filmes e jogos. Urban Chaos também não escapou à regra: nas vésperas do novo milénio, a criminalidade disparou em várias cidades, particularmente em Union City, cuja população está refém das gangues, do caos e da fome.

A dupla de heróis: Roper e D'arci.

Junte-se ao caldo da desordem, a intervenção de uma seita apocalíptica que parece querer fazer cumprir, a qualquer custo, uma profecia de Nostradamus. Felizmente Union City conta com uma inesperada dupla de heróis, a novata, mas eficiente, agente policial D'arci Stern, e o instável vigilante/miliciano Roper McIntyre. 

A novata mas eficiente agente D'Arci Stern 

É neste contexto que somos servidos de uma aventura repleta de acção, dividida em missões, não lineares, espalhadas por Union City. O jogo lembra um "mashup" de vários géneros, desde Tomb Raider até G.T.A 3, mas consegue ter uma identidade própria, coerente com a temática de final do milénio.

Ao estilo G.T.A. também podemos tomar posse de veículos.

O motor gráfico é competente quanto baste, o detalhe aplicado aos cenários é notório, as músicas, vozes e audio estão excelentes, e a jogabilidade é muito boa a partir do momento que se dominam os controlos.

Atente-se aos pequenos detalhes como os detritos no chão!

Curiosamente este jogo parece ter passado ao lado da atenção do público, sendo que as vendas foram abaixo do esperado, tal como os outros dois jogos da Mucky Foot que viria encerrar alguns anos mais tarde. No entanto, entendemos que se trata de uma pequena e despretensiosa pérola que merece ser revisitada 20 anos depois.

O recorte está disponível para consulta na imagem abaixo. Para a semana continuaremos com a TV Mais mas com uma variação no tema!


Aventura e acção - Ana Santos / Rui Rodrigues

sexta-feira, 6 de março de 2020

sexta-feira, 6 de março de 2020

Recortes: Gerir pessoas - Videojogos - TV Mais (2000)

E cá estamos com mais um recorte da TV Mais do ano de 2000, quando o MS-DOS parecia já uma memória distante, e o Windows ME era o último e derradeiro sistema da família Win9x. Apesar de terem passado 5 anos desde o lançamento do Windows 95, muitos jogos e aplicações ainda tinham este sistema como requisito mínimo. É o caso do destaque deste mesmo recorte: The Sims, um jogo de simulação de Will Wright.

Podemos ler no destaque que, apesar da originalidade do conceito de The Sims, é feita uma crítica à "visão limitada da vida" o que faria diminuir o interesse no jogo. Olhando em retrospectiva, foi uma observação quiçá injusta, tendo em conta que só o primeiro The Sims teve 7 expansões. Mas à época The Sims foi tão inovador que mal se poderia adivinhar o impacto que teria na primeira década do século 21.

Novamente temos a colaboração da Bimotor, com textos de Ana Santos e Rui Rodrigues, e que pode ser consultada na imagem abaixo.

Gerir pessoas - Ana Santos / Rui Rodrigues

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Recortes: Nas profundezas do espaço - Videojogos - TV Mais (1999)

Esta semana trazemos mais um recorte da secção de Videojogos da revista TV Mais. E ao contrário do recorte da semana passada, este já vem com os textos devidamente assinados pelos respectivos autores.

Comecemos pela breve análise ao jogo Homeworld, feita por Fernando Rosado, e que habitualmente escrevia sobre jogos de estratégia em tempo-real (género também conhecido por "RTS") para a revista Bimotor/BGamer. Cabe relembrar que esta secção de videojogos da TV Mais resultou de uma colaboração com a Bimotor, aliás como se pode verificar no próprio recorte.

Homeworld é de tal modo elogiado por Fernando, que este arriscou a afirmar que o jogo irá "marcar uma nova era nos jogos de estratégia". E com razão, pois Homeworld realmente foi um sucesso de vendas, dando origem a várias continuações e remasterizações, e sendo reverenciado como excepcional em diversos aspectos, como por exemplo, no som ou na composição musical. Aliás, muitos lembrar-se-ão do memorável final do jogo acompanhado por uma música da autoria da banda YES.

Temos também uma curta referência ao System Shock 2, assinada por A.S, que será certamente Ana Santos, nome que também fez parte da equipe da BGamer.

Como habitualmente, o leitor pode consultar o recorte clicando na imagem abaixo.

Nas profundezas do Espaço - Fernando Rosado
Sono de morte - Ana Santos