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sábado, 20 de setembro de 2025

sábado, 20 de setembro de 2025

Recortes: Jogos no Computador - Tempo Livre (Dez. 1993)

Nesta edição de Jogos no Computador, José Antunes analisa a adaptação de Jurassic Park ao universo dos videojogos, no caso concreto da versão para MS-DOS. O que poderia ser apenas mais um aproveitamento da fama de uma grande franquia revelou-se, segundo ele, um jogo competente, que fazia justiça ao livro de Michael Crichton que inspirou o filme. Afinal, e isto já digo eu, de tantas conversões feitas pela Ocean nos anos 80 e 90, seria de esperar que algumas fossem de qualidade.

A análise incidiu sobre a versão distribuída pela Portidata, a empresa de Portimão que, por sinal, também patrocinava o passatempo cujo cupão não aparece na digitalização. Recortei esse cupão na época para poder concorrer a um dos 10 exemplares de Strike Commander. Eram tempos em que 'vandalizávamos' as nossas revistas à tesourada para juntar pontos, responder a questionários e participar em sorteios - algo que hoje se faz, inevitavelmente, de forma digital.

Lembro-me bem de ter respondido à pergunta sobre o jogo no cupão - guardei o recorte onde Strike Commander era mencionado - e de ter enviado a carta, sem qualquer sucesso, diga-se de passagem. Ironia do destino, anos mais tarde viria a conhecer um dos fundadores da Portidata e a conversar com ele sobre o papel inovador e disruptivo da empresa no então nascente mercado português de importação e distribuição oficial de videojogos. Infelizmente, ainda hoje não se dá o devido reconhecimento aos nossos pioneiros do século passado.

A digitalização da edição de dezembro de 1993 está disponível neste link.

domingo, 14 de setembro de 2025

domingo, 14 de setembro de 2025

Recortes: Jogos no Computador - Tempo Livre (Out. 1993)

Mais uma edição de Jogos no Computador onde se destaca mais um lançamento da Portidata com direito a caixa e manual em português, desta vez Spear of Destiny, a sequela de Wolfenstein 3D. Curiosamente, foi também a edição que adquiri na época em que saiu, por 7 contos. Há ainda espaço para falar do simulador de voo Tornado e da consola CD-i, com o obscuro Earth Command, um jogo sobre ecologia à escala global. Uma nota interessante de José Antunes refere o anúncio da holandesa Philips sobre uma versão portuguesa do jogo, focada na gestão dos oceanos, a lançar em 1995 a pretexto da Expo 98 - a exposição mundial realizada em Lisboa no ano de 1998, e cujo tema foi "Os oceanos: um património para o futuro". Este jogo terá sido vaporware, já que não existe qualquer evidência palpável do lançamento desta versão (a não ser que eu esteja redondamente enganado).

A digitalização da edição de outubro de 1993 encontra-se neste link.

sábado, 6 de setembro de 2025

sábado, 6 de setembro de 2025

Recortes: Jogos no Computador - Tempo Livre (Set. 1993)

Três grandes jogos foram apresentados na rúbrica Jogos no Computador do jornal Tempo Livre de setembro de 1993: X-Wing, Strike Commander e Flashback. O simulador da LucasArts marcou a minha adolescência, pelo menos até a chegada do DOOM uns meses mais tarde... :)

A digitalização desta edição encontra-se neste link.


sábado, 30 de agosto de 2025

sábado, 30 de agosto de 2025

Recortes: Jogos no Computador - Tempo Livre (Mai. 1993)

Esta edição de Jogos no Computador, do jornal Tempo Livre, traz memórias intensas de um período em que Portugal se unia em torno da causa de Timor-Leste, então ocupado pelo regime indonésio. Em destaque surge a brilhante análise de José Antunes ao simulador de combate AV8B Harrier Assault, desenvolvido pela britânica Simis e publicado pela Domark.

Ao contrário de outros simuladores do género, este título foi ousado na escolha do cenário: um hipotético conflito entre as Nações Unidas e uma junta militar na Indonésia, tendo Timor-Leste como palco.

Após o terrível massacre de Santa Cruz (1991), a tragédia do povo timorense tornou-se mais visível a nível global. É provável que essa nova atenção internacional tenha influenciado, ainda que de forma indireta, a decisão de afastar-se dos clichés habituais de guerras históricas e propor, em contrapartida, um cenário moderno e politicamente atual. O jogo não abordava explicitamente o caso timorense, mas o contexto histórico tornava essa escolha particularmente significativa.

Lembro-me como se fosse ontem de ter lido esta rúbrica e de sentir que, se até um videojogo tocava numa causa tão próxima, então a esperança estava mais próxima também.

Mais de 30 anos depois, Timor-Leste é livre, e Portugal e Indonésia reataram as suas históricas relações, dissipando a hostilidade e a desconfiança de outrora. Este jogo, que ousou retratar um tema moderno, acabou também por se tornar parte da própria história.

Foram momentos como este que reforçaram em mim a convicção de que os videojogos não são apenas um mero objeto lúdico, mas também podem ser instrumentos de expressão artística e até de intervenção política.

Seja como for, deixando as considerações políticas de lado, para quem aprecia o género, AV8B Harrier Assault foi um dos muitos simuladores que apaixonaram os fãs nos anos 90. Sobre o jogo em si, nada melhor do que ler a análise de José Antunes.

Uma nota final: a Simis, estúdio responsável pelo desenvolvimento deste título, viria mais tarde a integrar a Eidos Interactive, tornando-se parte de uma das editoras britânicas mais influentes dos anos 90.

A digitalização desta edição encontra-se neste link.

sábado, 23 de agosto de 2025

sábado, 23 de agosto de 2025

Recortes: Jogos no Computador - Tempo Livre (Abr. 1993)

A rubrica "Jogos no Computador" do jornal Tempo Livre, publicada em abril de 1993, levou o jornalista José Antunes a explorar A Lenda de Kyrandia, um clássico point & click que os fãs mais antigos do género reconhecerão com facilidade.



Na altura, esta análise foi o que me motivou a comprar a edição da Portidata; versão que joguei até à exaustão. Abaixo partilho fotos do meu exemplar, bastante querido... e bastante usado, como podem ver pelo estado do manual!


Obviamente, a edição da Portidata era mais simples e menos brilhante que o original, mas ainda assim trouxe-me imenso prazer. O manual vinha apenas parcialmente traduzido, o que só aumentava o charme da edição portuguesa. As disquetes, infelizmente, já estão danificadas; mas a memória continua viva.


A digitalização da edição de "Jogos no Computador" de abril de 1993 encontra-se neste link.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Nacional: Captain Flint 2 Special Edition - Versão completa


Depois de um curto período de testes, Paulo Teixeira partilhou agora connosco a versão completa do seu jogo, sem quaisquer limitações de acesso ou restrições. Relembramos que na semana passada partilhámos um demo, apenas acessível com a introdução de uma password, que podem encontrar aqui

Esta medida serviu ao autor optou para conseguir ter feedback diretamente dos jogadores, controlando também os acessos ao mesmo. Agora, após algumas melhorias, o jogo está finalmente pronto e pode agora ser partilhado em exclusivo com os leitores do Planeta MS-DOS.

Para poder descarregar a versão completa de Captain Flint 2, basta seguirem este link.

domingo, 24 de maio de 2020

domingo, 24 de maio de 2020

Nacional: Voos Loucos - PamSoft


Após uma semana em que não tivemos qualquer jogo a ser partilhado nesta secção, devido à falta de tempo deste autor, voltamos a dar destaque a outro título nacional de qualidade.

Voos Loucos, criado por Paulo Moreira (que assinava como PamSoft) foi lançado na disquete da revista Spooler nº30 em 1994 e é um interessante simulador de saltos ou stunt jumps. Ao iniciarmos o jogo, temos acesso a vários dados como a hora do dia e condições atmosféricas, algo a que devemos ter atenção quando equipamos o nosso veículo na fase seguinte.


Na oficina, podemos escolher de entre várias opções o melhor motor, suspensões, pneus e turbo de modo a podermos adaptar o veículo à missão que nos é proposta. Já na pista, devemos carregar em duas teclas alternadamente com a maior velocidade possível para acelerar até à velocidade necessária para fazer o salto em segurança. Caso vejamos que por alguma razão isso não é possível e que um acidente está iminente, também existe uma tecla que nos permite ejectar o assento, salvando-nos da morte quase certa.

A cada salto efectuado com sucesso, equivalerá um prémio em dinheiro que se juntará ao valor que nos sobrou após a última passagem pela oficina. Com os valores acumulados podemos continuar a fazer upgrades até criarmos, potencialmente, a máquina perfeita.

Mais um jogo nacional bastante recomendado pelo Planeta, fica aqui o link para que o possam descarregar.


domingo, 19 de abril de 2020

domingo, 19 de abril de 2020

Nacional: Puzzles 3 - José Oliveira



Encerramos hoje a triologia de desafios matemáticos e lógicos com a terceira parte da compilação Puzzles, tendo esta última sido criada em 1993. Esperando que gostem, relembramos que podem consultar aqui a segunda parte e aqui a primeira.


Sigam este link para a descarregar e desde já revelamos que na próxima semana seguiremos com o último jogo que temos disponível do mesmo autor, o Labirinto 3D de 1988.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Quadroid (BIZARRE Software, 1993)




Quadroid é um dos muitos clones de Tetris desenvolvidos para o MS-DOS. Foi lançado em 1993 pela francesa BIZARRE Software e podia ser rodado até em um 286.


A mecânica é a mesma da de Tetris: faça linhas horizontais com os diferentes tipos de blocos que caem do topo da tela. Você deve fazer um determinado número de linhas horizontais para passar para a próxima rodada. São 15 rodadas no total, incluindo 3 fases de bônus.


Da mesma forma como em Tetris, é possível rotacionar as peças e fazê-las avançar em uma velocidade maior. Duas coisas me incomodaram no jogo: quando aumentamos a velocidade de uma peça que está caindo, não é possível fazer a desaceleração. Além disso, a resposta dos comandos não é tão rápida.


Entretanto, estes dois incômodos são compensados com algumas particularidades, a começar pelos gráficos bem coloridos. Gostei muito dos efeitos de brilho e reflexo no alfabeto, algo bem comum no início da década de 90 e que vemos ainda hoje na demoscene. Além disso, o jogo traz sons e vozes digitalizadas. Para ouvi-los, é preciso executar no MS-DOS o arquivo SETSOUND.EXE antes de iniciar o jogo e escolher a placa Sound Blaster (a outra opção é o PC speaker). Com isso, é possível ouvir sons como a de uma risada macabra e uma voz exclamando "get ready" no início das fases.


Por fim, mas não menos importante, o jogo traz o interessante conceito de bombas. Você inicia cada rodada com um determinado número de bombas. Ao usar uma delas, a última linha de blocos é eliminada. Fazendo um Quadroid, ou seja, eliminando quatro linhas de uma vez, você ganha uma bomba. E fazendo um Quadroid em uma fase bônus (que dura 1 minuto e meio) você ganha 3 bombas! Por padrão, a tecla 0 é a que lança bombas, mas o jogo permite a redefinição de teclas, o que também é um ponto positivo.


No mais, o título tem sistema de high score e permite desabilitar o som pelo menu principal. E com a tecla Esc podemos abandonar uma partida e retornar à tela de início.


O documento oficial do jogo traz dicas e observações dos autores, que as reproduzo aqui em português:

• Tente fazer o maior número possível de Quadroids nos primeiros níveis e na fase bônus para ganhar bombas.
• Você nunca perde em uma fase bônus (elas são bônus).
• Utilize suas bombas quando precisar!
• Não entre em pânico!!! Nós pessoalmente já terminamos as 15 rodadas.


Conclusão: a jogabilidade não é tão boa como a do Tetris do arcade, mas vale conhecer e experimentar pela beleza dos gráficos (em um monitor de tubo fica realmente bonito). Quadroid está disponível no Internet Archive e pode ser baixado aqui.

REQUISITOS DE SISTEMA:

• 640 kB de memória RAM livre;
• Computador 286 (12 Mhz) ou superior;
• Disco rígido com 567 kB de espaço livre;
• Placa gráfica VGA/MCGA;
• Sound Blaster para ouvir as vozes e os efeitos sonoros digitalizados.

domingo, 19 de janeiro de 2020

domingo, 19 de janeiro de 2020

Nacional: A Terra Encantada (1993-2019)

Vamos começar uma série dedicada ao Paulo Teixeira, figura conhecida na comunidade lusa do ZX Spectrum, mas que também esteve envolvido na programação independente de jogos para MS-DOS. Apesar destes jogos nunca terem sido copiados ou distribuídos, iremos analisar cada um deles e também as edições especiais que o Paulo tem vindo a preparar neste últimos meses, com o apoio do Planeta MS-DOS!

Apresentamos a edição especial de "A TERRA ENCANTADA", jogo português dentro do género de aventuras de texto, originalmente programado por Paulo Teixeira em 1993, para os PC compatíveis.

A aventura começa com a mesma premissa clássica das histórias de fantasia: estamos na pele de um corajoso e jovem aventureiro, Phillip, escolhido pelos anciãos para derrotar o sinistro Malcom, um feiticeiro maléfico que tem vindo a corromper as belezas da Terra Encantada. Mas não estamos sozinhos, pois podemos contar com a ajuda de Sarah, a nossa irmã e aprendiz de feiticeira, bem como com o nosso avô Jones, um dos anciãos do reino.

A interface do jogo.

O jogo é constituído por texto, no qual podemos ler as descrições dos cenários e interagir com estes através de comandos que representam acções, tais como apanhar objectos, falar com outros personagens ou avançar em determinada direcção. A interface, apesar de ser toda em texto, está organizada de modo que o jogador tenha uma leitura fácil do inventário, provisões e outras informações relevantes sobre o estado físico do jogador.

Cada comando digitado corresponde a um turno que irá aumentar os estados de fome e sede, indicados por barras também presentes na interface. De referir que o jogador precisará comer ou beber regularmente para evitar a morte. Pela pontuação total também poderemos acompanhar o nosso progresso no jogo, visto que por cada desafio alcançado a nossa pontuação aumentará.

E por falar em morte, esta não vem apenas quando somos atingidos pela inanição ou desidratação - existem alguns obstáculos naturais que poderão conduzir a um fim súbito e violento. Mas basta estar atento às pistas deixadas nas descrições para evitar tal infortúnio.

Diálogo entre Phillip e Sarah, sua irmã.

Quanto ao nosso herói, este não se encontra sozinho nesta terra encantada - existem outros coadjuvantes que serão essenciais para o sucesso da nossa aventura, sendo obrigatório interagir e dialogar com eles se pretendemos progredir no jogo. Há também Malcom, o antagonista, que nos parecerá estar sempre um passo à nossa frente...

A lista de comandos é variada e permite o uso de verbos, substantivos, artigos definidos e preposições, embora, na maior parte das vezes bastará apenas o verbo e o substantivo. Eis alguns dos comandos que poderemos necessitar para executar diversas acções: APANHAR, FALAR, USAR, OLHAR, entre outros.

Apesar do uso intensivo do texto, há uma boa distribuição das cores que facilita a leitura do mesmo. O jogo possui alguns efeitos sonoros, muito minimalistas, mas que servem para indicar a execução de acções relevantes para o progresso do jogo.

O ecrã da "morte"!



Tivemos oportunidade de testar a versão original e a especial. Além da correcção de uma série de bugs, incluindo um que resultava num softlock (impedindo o avanço no jogo), o Paulo melhorou a consola de entrada de texto,  re-escreveu e ajustou descrições, corrigiu erros ortográficos, e acrescentou o ecrã de fim de jogo (exibindo uma pitoresca caveira), incluíndo também um splash-screen bem como um menu que não existiam na versão original.

Foi também acrescentado um menu principal e novos comandos para permitir a gravação e carregamento do estado de jogo para um ficheiro de savegame, o que muita falta fez nos nossos testes da versão original! Para usar tais funcionalidades basta inserir os comandos SALVAR ou CARREGAR.

Abaixo podemos ver o ecrã de entrada da versão de 1993 e o da versão especial, com o respectivo menu.

Ecrã de entrada (1993)

Ecrã de entrada com menu (2019)

Acrescentamos também que é demasiado evidente a forte influência do "The Legend of Kyrandia", seja nos nome de alguns personagens, seja na forma como os lugares do jogo se distribuem, assemelhando-se a um mapa de aventura gráfica "point & click". O Paulo gentilmente forneceu o seu próprio mapa,  desenhado à mão aquando do desenvolvimento deste jogo. 

Neste mapa percebe-se como a navegação entre os lugares faz-se praticamente num eixo (ESQUERDA/DIREITA) ao contrário dos pontos cardeais (NORTE, SUL, OESTE, ESTE) a que estamos habituados nas tradicionais aventuras de texto - o que de modo algum tira profundidade à história, pelo contrário.

O mapa original desenhado pelo Paulo durante o desenvolvimento do jogo.

O jogo foi programado e compilado com o QuickBasic 7.1, e trabalha com as resoluções 320x200x16 ou 640x350x16.

Recomendamos o uso do DOG como frontend do DOSBox, mas qualquer outro servirá desde que o ficheiro de configuração seja idêntico a este.

Este foi o primeiro jogo programado pelo Paulo, e como tal, não se poderia exigir algo muito complexo ou com maior refinamento. Para quem é fã de aventuras de texto, terá no "A Terra Encantada" um pequeno, mas bom desafio - desde que saiba português!

A página oficial do jogo pode ser acedida por aqui, e a versão especial está disponível gratuitamente aqui.

Dicas:
  • Antes de entrar em casa, precisa abrir a porta!
  • Inspeccione muito bem a divisão onde o seu avô dorme!
  • Se um lugar lhe parecer perigoso, não o atravesse!
  • Não se esqueça de apanhar o punhal, pode dar jeito!
  • Tente falar com a sua irmã Sarah, sempre que se sentir perdido!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Recortes: APPLE doméstico - Notícias Magazine (1993)

Nesta semana publicamos o último recorte (em posse do blogue) da coluna de Informática, e da autoria de Simões Dias (infelizmente não foi possível encontrar a segunda parte).

Este recorte remete-nos à época em que a Apple tinha uma oferta ampla e diversificada de modelos Macintosh para o mercado profissional através dos seus revendedores autorizados, bem como os modelos Performa, mais limitados, que focavam no mercado doméstico, e vendidos em grandes redes de lojas.

Esta estratégia de fragmentação veio a revelar-se um fracasso comercial para a Apple que não conseguiu competir com os PCs instalados com o Windows 95. Em 1997, Steve Jobs regressa à empresa que fundou, e reformula por completo a linha de computadores, reduzindo-a a 4 modelos.

No recorte abaixo podemos ver um desses modelos anteriores ao regresso de Jobs: um Macintosh IIvi que também foi vendido como Macintosh Performa 600.


APPLE doméstico - Simões Dias

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Recortes: Monitores apostar na qualidade - Notícias Magazine (1993)

Mais uma Quinta-feira, mais um Recortes! Trazemos novamente a coluna de Informática de Simões Dias, para a Notícias Magazine. Infelizmente este recorte encontra-se incompleto, com a segunda página perdida algures na confusão do arquivo pertencente a este que vos escreve. Eventualmente as duas partes serão reunidas!

O tema deste recorte relembra-nos das preocupações dos consumidores que usavam intensivamente os tradicionais monitores CRT (tubos de raios catódicos), e que foram sendo atendidas pelos fornecedores com sucessivas melhorias tecnológicas, para minimizar o impacto na visão dos utilizadores e, subsequentemente, aumentar a produtividade do seu trabalho.

Quem viveu os anos 90 certamente irá recordar-se dos filtros que se compravam avulso e "encaixavam" no monitor - algo que o autor da coluna indica como sendo de acção reduzida, e que eu tendo a concordar por experiência própria!

Sem perder mais tempo, abaixo encontra-se o recorte (incompleto)!

Monitores apostar na qualidade - Simões Dias

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Recortes: NoteBook companheiro inseparável - Notícias Magazine (1993)

No "Recortes" desta Quinta-feira, continuamos com a coluna de Informática escrita por Simões Dias para a Notícias Magazine. E o tema é o NoteBook, o companheiro ideal para quem se locomove frequentemente mas não pode dispensar as ferramentas de trabalho proporcionadas por um computador. No seu texto, Simões resume as vantagens desta categoria de computadores portáteis, e refere três modelos de notebooks para o MS-DOS, os quais iremos aqui relembrar muito ao de leve.

Z-Note 325LC

O Z-Note 325LC vinha equipado com o processador Intel i386SL a 25MHz; trazia instalado o MS-DOS 5.0 e Windows 3.1, e tinha uma autonomia anunciada de 3 horas. A especificação do hardware podia variar conforme a finalidade de uso: doméstica ou empresarial. Por exemplo, a RAM ia desde os 4 MB até ao máximo de 12 MB, além de um disco de tamanho máximo até 120 MB.

Olivetti Quaderno PT-XT-20

Já o Quaderno (PT-XT-20), o inovador e ultra-ligeiro notebook da Olivetti, vinha equipado com  processador NEC V30 HL a 16 MHz (compatível com 80186), memória RAM de 1 MB, e um disco de 20 MB. O MS-DOS 5.0 era carregado da ROM e o ecrã LCD suportava a resolução 640x400 (DCGA). Com o tamanho de uma folha A5, era ideal para trabalho comercial, chegando a competir no mercado com os PalmTop PCs.

O modelo seguinte, Quaderno 33 (PT-AT-60), substituiu o processador NEC pelo AMD386SXLV a 20 MHz, e vinha com 4MB de RAM ampliáveis a 8MB, além de um disco de 60 MB e um trackball integrado. O LCD (retro-iluminado) suportava 640x480 (VGA), e o sistema operativo instalado era o MS-DOS 6.2 com Windows 3.1.

ThinkPad 700 (1992)

O ThinkPad 700/700C foi o primeiro notebook de uma das dinastias mais famosas de computadores portáteis: a ThinkPad - inicialmente sob a batuta da IBM, hoje pertencendo à chinesa Lenovo. Depois do fracasso com o tablet ThinkPad 700T, o modelo 700 veio equipado com um processador Intel 486 SLC a 25 MHz, com 4 de RAM e um disco de 120MB. A variante 700C também tornou-se a mais popular por ter um ecrã TFT colorido de 10.4" no lugar do ecrã STN monocromático de 9.5". Com um teclado excelente, um design atractivo e um preço acessível tornou-se num completo sucesso no mundo empresarial.

E sem mais delongas, deixamos então os leitores com este recorte!

NoteBook companheiro inseparável - Simões Dias

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Recortes: Tradutor - Notícias Magazine (1993)

Esta semana apresentamos mais um recorte da revista Notícias Magazine, novamente com a coluna de Informática, da autoria de Simões Dias. Desta vez, o autor analisa um software de tradução automática (para as línguas portuguesa, inglesa, alemã e francesa). 

Este programa disponibiliza um conjunto enriquecido de funcionalidades, de grande utilidade tanto para tradutores profissionais, bem como para utilizadores mais casuais que até podem "aprender a brincar" os vários idiomas contemplados nesta ferramenta. 

No entanto, aparte da excelente análise, ficamos sem saber qual seria a editora que publicou este software, onde se poderia obter e qual o preço de venda. Talvez algum leitor consiga esclarecer alguns destes detalhes?

Seja como for, o recorte pode ser acedido na imagem abaixo!


quinta-feira, 14 de novembro de 2019

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Recortes: Word 6.0 para MS-DOS - Informática - Notícias Magazine (1993)

Já por diversas vezes referimos a revista Notícias Magazine e a sua coluna Micropanorama dedicada ao mundo dos videojogos. No entanto, este suplemento de Domingo do Jornal de Notícias também dispunha de um pequeno espaço para a informática, numa coluna escrita por Simões Dias, e que abordou as novidades relacionadas com esta área.

"Informática" foi o título da coluna que apresentou, não só as novidades referentes ao hardware, bem como as aplicações de software relevantes na época. No caso do nosso recorte desta semana, Simões Dias escreve sobre o lançamento recente do Word 6.0 for DOS, o famoso processador de texto da Microsoft.

Word 6.0 for DOS - versão portuguesa.

No seu texto, Simões Dias resume algumas das novas potencialidades desta versão do processador de texto (e na que viria a ser a última para o MS-DOS), comparando-a em relação à versão anterior 5.0, do ponto de vista de usabilidade.

Já na parte final da coluna, e entrando em outro assunto, o autor informa sobre a disponibilização da segunda versão pre-release do sistema operativo Windows NT para um grupo de clientes e programadores, selecionado pela Microsoft - de referir que este sistema viria finalmente a ser lançado alguns meses mais tarde, em Junho de 1993.

Vamos então deixar os leitores apreciarem um vislumbre do ano 1993, bastando para tal clicar na imagem abaixo!

Word 6.0 para MS-DOS - Simões Dias

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Recortes: Directamente das máquinas - Micropanorama - Notícias Magazine (1993?)

Hoje publicamos mais um recorte da Micropanorama, coluna sobre videojogos da responsabilidade do João Paulo Cruz, no suplemento Notícias Magazine, o qual já referenciamos por diversas vezes neste blogue.

Desta vez o autor foca a sua atenção numa das conversões mais famosas da primeira metade dos anos 90: Street Fighter II - um dos jogo de luta das "arcades" mais badalado dessa época, e que teve conversão para tudo o que era consola ou microcomputador.


Aliás foi a qualidade das conversões que o João Cruz evidenciou na sua coluna: quase como se Street Fighter II tivesse vindo "directamente das máquinas para nossas casas".


Embora os formatos visados na coluna sejam para a SNES e para o Amiga, apresentamos algumas capturas da versão para o MS-DOS, que também foi um "port" bastante competente.

Pois bem, os leitores poderão ler abaixo o texto do João Cruz sobre um jogo que continua icónico até aos dias hoje.

Directamente das máquinas - João Paulo Cruz

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Recortes: Os novos heróis - Micropanorama - Notícias Magazine (1993?)


E é Quinta-feira, dia de mais um recorte!

Apresento novamente a coluna Micropanorama, escrita por João Paulo Cruz para a Notícias Magazine (antigo suplemento de Domingo do Jornal de Notícias). Desta vez, a escrita do autor gira em torno dos heróis que nós, enquanto jogadores, adoptamos a cada nova oportunidade, isto é, sempre que um novo jogo é lançado. E assim o autor anuncia o seu "novo herói", Jim Power, que deu o seu nome a dois jogos de plataformas (género tão em voga nos anos 90), e publicados pela francesa Loriciel.

Jim Power: In Mutant Planet (Amiga)

Embora o autor não tenha especificado qual dos dois jogos analisou, ou sequer refira a plataforma, pelo "screenshot" apresentado na coluna, é possível identificar que se trata do primeiro jogo - Jim Power: In Mutant Planet, e que foi lançado para o Amstrad CPC, Atari ST e Commodore Amiga, bem como para a SNES e TurboGrafx-CD.


Jim Power: The Lost Dimension In 3D (MS-DOS)

No entanto aproveito a deixa para lembrar ao leitor de que existe um segundo jogo com o mesmo protagonista Jim Power, e que também foi lançado para o MS-DOS! Trata-se de Jim Power: The Lost Dimension in 3-D, um "mashup" de géneros (plataforma, shoot-em-up e top-down), o qual se pode comprovar nas imagens abaixo, obtidas através do DOSBox. Um jogo muito colorido, no registo gráfico que a Loriciel nos habituou nos seus jogos.
Shoot-em-up
Plataformas
Top-down

Deixo então o leitor apreciar o recorte e o texto que João Paulo Cruz dedicou ao seu "herói", Jim Power, bastando para isso clicar na imagem abaixo.

Os novos heróis - João Paulo Cruz