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sábado, 7 de março de 2020

sábado, 7 de março de 2020

Outpost (Sierra, 1994) para DOS e Windows 3.1


Outpost é um jogo de simulação de construção e gerenciamento (com uma bela pitada de ficção científica) lançado em 1994 pela Sierra On-Line para MS-DOS e Windows 3.1 (e posteriormente, ainda no mesmo ano, para o Macintosh). Este é o CD-ROM original em inglês, mais um achado de um mercado de pulgas no Rio de Janeiro.


O jogo tem perspectiva isométrica e nele o jogador está no controle de uma missão de colonização em um planeta, visto que a vida na Terra está perto da extinção devido a ameaça de um asteroide. Reza a lenda que um ex-cientista da NASA fez parte do time de game design de Outpost. O título teve uma continuação, chamada de Outpost 2: Divided Destiny.



Um jogo que é fruto de mais uma grande softhouse que fez sucesso entre micros domésticos dos anos 80 e nos PCs nos anos 90. Destaque para o encarte do CD. Gosto muito da arte.


sábado, 16 de novembro de 2019

sábado, 16 de novembro de 2019

Kicas no Rally-Paper da Física (Porto Editora, 1997)




O jogo que hoje analisamos é mais um dos muitos educativos editados em território nacional nos anos 90 que, no entanto, se destaca dos demais por ter uma qualidade algo superior. Desenvolvido pela Ediprisma/INESC e lançado pela Porto Editora em 1997 para Windows 3.x e 95, não alcançou grande destaque a nível nacional, sendo atualmente um título bastante obscuro e pouco lembrado.

Como já ando a coleccionar videojogos desenvolvidos em Portugal desde 2012/13, este chegou às minhas mãos no âmbito dessa procura. Tal como outros da minha coleção, este foi comprado online por um valor reduzido "às cegas", pois tinha-o encontrado numa lista antiga de software educativo recomendado às escolas por uma associação de professores e escolhi adquiri-lo apenas porque pelo título este pareceu-me ser o que poderia estar mais próximo de um verdadeiro videojogo.

A maioria dos "jogos" educativos editados em Portugal nem merecem essa designação (daí ter colocado jogos entre aspas) e não são nada mais que conteúdo teórico em texto e imagens, acompanhado de pequenos e básicos mini-jogos ao estilo palavras cruzadas, puzzle e semelhantes.
Daí que este tenha sido uma surpresa, pois apesar da deficiente execução, o resultado até ficou bastante interessante.



Temos aqui uma coleção de mini-jogos interligados por um jogo de corridas em que a cada etapa somos desafiados a pôr os nossos conhecimentos de física à prova, estando os conteúdos ao nível do 8º ano. Este mini-jogos, chamados de PEC (Provas Especiais Classificativas), variam entre pequenos jogos estilo puzzle, plataformas e até um labirinto 3D, sendo que muitos deles dependem de algum cálculo cuja resposta correta nos dará acesso à fase seguinte.


A qualidade dos jogos, como já referi, é algo duvidosa e têm um aspeto muito amador, apesar de terem sido desenvolvidos em ambiente universitário. A dificuldade em controlar o carro ou o personagem, controlos estranhos e bugs recorrentes acabam por retirar muito aos únicos jogos que tinham algum potencial e a navegação estranha e pouco intuitiva pelos menus que nos obriga a consultar o manual regularmente não ajudam muito.


Infelizmente é um jogo com algum potencial mal aproveitado que precisaria na sua equipa de alguém com verdadeiro conhecimento de programação para videojogos e não só de professores e programadores mais voltados para a parte técnica. Estes apesar de dominarem a parte teórica e terem efetivamente conseguido construir um produto funcional, parecem desconhecer como criar um jogo que seja divertido. Falta-lhes, na minha opinião, aqui alguma experiência não só enquanto jogadores, mas enquanto criadores de videojogos.

Para concluir, não posso propriamente recomendar este jogo pois envelheceu bastante mal, até porque mesmo à época do lançamento deixava muito a desejar em relação àquilo que o mercado oferecia a nível internacional. Serve este post como registo de mais um título nacional que infelizmente não podemos disponibilizar, já que a sua editora ainda se encontra em atividade, mas caso tenham interesse em experimentá-lo ainda poderá ser encontrado em Bibliotecas Municipais por todo o país ou eventualmente à venda online.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Recortes: FC no PC - Jogos de PC - jornal Expresso? (1992)

Quanto a internet ainda não fazia parte do nosso quotidiano, as revistas e os jornais impressos eram a principal fonte de informação sobre tecnologia. Muitos de nós ainda guardam, dessa época, revistas e recortes de jornais, religiosamente catalogados em pastas e dossiers. Pretendemos seguir o exemplo do nosso irmão Planeta Sinclair, que está a fazer um excelente trabalho de preservação da secção de informática do jornal "A Capital". Agora todas as quintas-feiras iremos publicar de recortes de jornais tanto do nosso acervo pessoal, bem como de amigos e leitores que estejam interessados em contribuir para este esforço de preservação!

Hoje trazemos um recorte com uma curta análise ao jogo Xenomorph (1990), escrita por José Antunes, um nome que muitos reconhecerão como sendo um prolífico jornalista dedicado aos videojogos (e não só). 

Sobre o jogo referido neste recorte: Xenomorph foi uma das primeiras criações de Chris Sawyer, o responsável pelas famosas séries Transport Tycoon e RollerCoaster Tycoon - que foram programadas alguns anos depois deste texto de José Antunes. E ficamos a saber também que Xenomorph vendia-se por três mil escudos, um preço razoavelmente acessível!

Infelizmente este quem vos escreve, não consegue lembrar-se exactamente da origem deste recorte, tendo apenas a ligeira impressão que o retirou a um suplemento ou revista do jornal Expresso. Caso alguém saiba identificar a procedência deste recorte, por favor deixe-nos um comentário!

Para ver o recorte, clique na imagem abaixo ou descarregue aqui.

FC no PC - José Antunes