Após uma semana de ausência, regressamos este sábado com um jogo educativo de 1990, mais uma vez, do lote que nos foi cedido por João Encarnado.
Criado por Vitor Manuel Monteiro e publicado na Spooler nº13 para concorrer ao concurso "O Melhor Jogo", o que temos é um jogo educativo que, apesar de não ser especialmente criativo, dentro do género está muito bem executado. Permite jogar a solo ou em modo competitivo até 6 jogadores à vez, podendo ser escolhido um de vários temas, como: Ciência, Desporto, Geografia, História, Informática, Literatura, Música, entre outros. Ainda mais, podemos criar os nossos próprios temas e perguntas, o que ainda aumenta mais a longevidade deste programa.
As questões são muito diversas e a sua quantidade promete-nos muitas horas de jogo, para além disso a apresentação a nível de gráficos e animação impressiona para a época. Por esta razões temos a certeza que poderia aqui estar um produto comercial com algum sucesso, caso tivesse havido esse interesse.
Fiquem aqui com mais esta pérola nacional a nível de videojogos educativos.
Graças ao Miguel Costa, a quem desde já agradecemos, conseguimos ter acesso à revista SuperJogos de 26 de Outubro de 2000, totalmente digitalizada pelo mesmo. Esta revista, para quem não se lembra, era totalmente construída pelas contribuições dos leitores. Com cada conteúdo enviado estes assim passariam a ser sócios de um "Clube dos Leitores", ganhando também pontos, cujo número dependia da qualidade e dimensão do artigo. Estes pontos depois poderiam ser utilizados para adquirir hardware, software, periféricos ou livros de programação através de uma loja exclusiva para os sócios.
Quanto à revista que partilhamos convosco hoje é dedicada a jogos tanto de PC como de consola, mas obviamente vamos aqui dar destaque maior à nossa área de interesse. Sendo assim, nesta edição poderão ter acesso a cheats, artigos de opinião e análises/walkthroughs de jogos como Black & White, The Longest Journey, Rayman 2, Soul Reaver, entre outros.
Para além disto, devemos destacar uma entrevista exclusiva aos membros do colectivo português Gamelords que se encontravam na época a desenvolver um jogo intitulado Survivors que nunca chegou a ver a luz do dia.
Podem aqui descarregar a revista em PDF e assim que tivermos acesso a mais material do género, fica a promessa de o partilharmos convosco.
José Mário Machado (também conhecido por MadAxe), é o autor de Sardonic, shoot'em up programado em várias plataformas, como o Amiga, o Atari ST ou o ZX Spectrum, versão do qual o nosso blogue irmão já abordou aqui (a versão MS-DOS está em desenvolvimento). Pois bem, além da sua criação principal, o José em tempos havia anunciado que estava a desenvolver um Conversor de .MOD para AY / FM / SAA1099.
O .MOD é um formato de tracker music que surgiu no Commodore Amiga e que se tornou muito popular na demoscene. Este novo utilitário converte ficheiros .MOD para formatos específicos dos sound chips AY, FM e SA1099, e que se encontram presentes em inúmeros computadores e placas como, por exemplo, o ZX Spectrum ou as placas de som Adlib e Sound Blaster.
O José Mário apresentou os primeiros resultados: dez músicas, algumas delas bem conhecidas (Blue Monday, Eye Of The Tiger, Pop Corn, True Faith), acabadas de converter para serem tocadas em máquinas com chip AY e FM. Segundo MadAxe, o utilitário será lançado oficialmente assim que estiver terminado e se tornar mais user friendly (o Planeta MS-DOS segue ansioso)!
O José também preparou uma intro com um menu de selecção das músicas, as quais podemos deixar tocar em loop. As músicas referentes ao chip FM e a intro podem ser descarregadas aqui.
Também foram publicadas as versões destas mesmas músicas para o chip AY, quem estiver interessado deve visitar o nosso irmão Planeta Sinclair! Ficamos à espera de mais músicas convertidas e mais novidades sobre este conversor!
Esta semana analisamos mais uma aplicação editada pela Porto Editora, desta vez o Cidade Virtual, uma criação da francesa Synesthesia e Lasermedia que foi totalmente traduzida para português, tanto a nível de interface como de vozes.
Tive acesso a este software pela primeira vez na minha infância, tendo chegado às minhas mãos através de uma cópia pirata, tal como tantos outros. Infelizmente este tipo de títulos apenas se vendiam na época por encomenda ou em papelarias/livrarias e com o passar dos tempos muitas atualizaram-se tendo se desfeito de todo este material que haviam guardado em armazém.
Por isso é que já procuro há bastante tempo uma edição original em caixa de cartão (big box, como é designada atualmente pelos coleccionadores internacionais), mas a minha procura até agora tem sido infrutífera.
Mesmo assim, a minha cópia chega para aquilo que necessitamos aqui e será a que vou usar para fazer a minha (curta) análise. O que temos é um centro de atividades para crianças, repleto de mini-jogos com vários desafios que permitem aprender acerca de formas, cores, estilos musicais, como ler as horas, entre outros de um modo divertido.
Durante todo o processo somos acompanhados pelo Sebastião, uma simpática criatura que nos vai guiando nos vários espaços da cidade, mostrando como devemos interagir com o cenário e ensinando-nos as regras dos jogos.
Os mini-jogos envolvem colorir imagens, correspondência de cores, reproduzir as horas indicadas num relógio, puzzles, entre outros, sendo possível também interagir com o cenário em diferentes áreas de modo a accionar pequenas animações.
O que temos aqui é um dos muitos títulos multimédia voltados para um público infantil editados nos anos 90, destacando-se pela qualidade um pouco acima da média, sendo certamente melhor que a maioria das produções nacionais, mas ficando a perder em comparação ao que nos chegava dos Estados Unidos.
No entanto, tenho alguma nostalgia por este jogo e para a época, e além disso a quantidade de opções disponíveis, aliados à interface e vozes em português, música e gráficos agradáveis agradavam decerto ao público mais jovem e também aos seus pais pelo conteúdo educativo.
Depois de ter falado aqui de alguns dos jogos que mais me agradaram e até hoje perduram na minha memória, não podia deixar de referir também por alguns aplicativos multimédia de qualidade que me marcaram por uma razão ou outra e este foi definitivamente um deles.
Fiquem com um pequeno vídeo ilustrativo de um dos mini-jogos onde podem ouvir as vozes em português:
O estúdio Double Fine do lendário Tim Schafer está a oferecer as versões macOS de alguns dos seus grandes clássicos, e somente durante este fim de semana, ou seja, só até amanhã, dia 12!
Os jogos são sobejamente reconhecidos: Day of the Tentacle, Grim Fandango e Full Throttle. A estes clássicos junta-se Broken Age, jogo mais recente também dentro do género de point & click adventures.
Trata-se de um presente para a comunidade dos fãs das aventuras, depois do estúdio de Tim ter atualizado várias versões dos seus clássicos para o macOS Catalina, atendendo assim aos pedidos dos que não conseguiam jogar na versão mais recente deste sistema operativo.
Após uma pausa, regressamos com mais um recorte da revista TV Mais. E como prometido no último recorte, trazemos a secção Multimédia escrita por Gil Montalverne no ano de 2000. Como tem sido habitual nesta secção, os temas giram sempre em torno da integração dos vários tipos de média, com os computadores. No destaque deste recorte, Gil escreve sobre as linhas de produtos na época que apostaram na reprodução de som com a melhor qualidade possível, citando o exemplo da SoundMan da Logitech. Quanto às novidades de 2000, temos o lançamento do FLIP3, corrector ortográfico da Priberam, que hoje está na versão 10. Neste ano também foi lançado pela Porto Editora, o site clickin.pt, o primeiro projecto educativo on-line focado para as crianças do Ensino Básico (1º e 2º ciclos) e ao qual se sucederam outros projectos tanto on-line como off-line. De notar que o endereço do clickin.pt hoje redireciona para a Escola Virtual, a plataforma digital de estudo on-line, do Grupo Porto Editora.
Gil também aborda a sinergia entre informática e medicina para melhorar a qualidade de vida de tetraplégicos, referindo uma reportagem da SIC sobre um paciente que recuperou movimentos de uma mão através de eléctrodos implantados nos músculos. Um aparte: vinte anos depois a informática, a robótica e a medicina continuam a inovar de forma surpreendente!
O protótipo da caneta para Internet, apresentado pelas empresas suecas Ericsson e Anoto, é também uma das novidades apontadas por Gil Montalverne. Trata-se de uma caneta com uma câmara na sua ponta, e que permite enviar uma representação digital do que é escrito, via Bluetooth ou GPRS, para um telemóvel. Um exemplo desta caneta pode ser visto aqui. Apesar destas canetas para internet não terem vingado no mercado doméstico, a tecnologia na qual esta caneta assentou é hoje a base dos serviços empresariais oferecidos pela Anoto.
Gil ainda deixa como curiosidade, o site unsolved.com da série documental Unsolved Mysteries, que tem como temas todo o tipo de mistérios, desaparecimentos e outros fenómenos sem explicação plausível. Uma série que teve várias temporadas, passou por várias emissoras e regressou mais uma vez, agora na Netflix e pelas mãos dos produtores de Stranger Things!
Já referimos por diversas vezes, Anne Bras, super-colecionador e game designer (e leitor do nosso blogue), com os seus "mini" jogos, que são tributos aos grandes clássicos para o MS-DOS, e com a peculiaridade de serem programados em QuickBasic, no modo de texto (ou seja, usando e abusando dos caracteres ASCII). O primeiro deles foi Mini-Prince, lançado numa lindíssima edição física. O seguinte projecto, e ainda em desenvolvimento, é uma homenagem ao icónico DOOM.
Pois bem, a versão mini de DOOM segue a todo vapor e tem agora um novo nome: Tiny DOOM. A mudança de Mini para Tiny foi necessária para evitar confusão com outro jogo indie, produzido em 2016. Sendo assim, trocam-se duas letras mas a essência do tributo mantêm-se.
Novo nome: Tiny Doom!
Segundo Anne, já é possível caminhar nas 4 direções e abrir/fechar portas, num mapa baseado em tiles. A ilusão de perspectiva de primeira pessoa é conseguida através do uso de caracteres especiais. Aparte das limitações óbvias de um jogo em modo texto, as semelhanças com o início do DOOM original já se fazem notar, como se pode observar abaixo.
Tiny Doom
Doom
Seguindo a filosofia de Mini Prince, apenas o 1º nível será reproduzido em Tiny DOOM. Mas no que depender de Anne, este nível será muito divertido por si só! Aguardamos mais novidades e as surpresas que ainda estão para vir deste projecto do nosso amigo!
Mais um pequeno jogo recuperado, parte do lote de disquetes Spooler preservadas pelo João Encarnado. Foi criado em 1992 por Ricardo Pereira e Luciano Oliveira, contando com música PC Speaker de Nelson Sousa e publicado na disquete do nº21 da Revista Spooler.
Nele controlamos uma nave espacial que apenas podemos movimentar lateralmente e com ela devemos tentar destruir todos os asteróides que se dirigem para a terra em alta velocidade, salvando-a da iminente destruição. Se a terra for atingida, apenas por um só asteróide, imediatamente perdemos o jogo, daí que os reflexos rápidos sejam essenciais.
Bastante simples na sua concepção, tanto a nível de programação como de gráficos, lembra os clássicos jogos LCD dos anos 80. Infelizmente, como nos jogos arcade em que se inspira, não existe tem longevidade e o único objetivo é mesmo tentar alcançar a maior pontuação possível. No entanto, não deixa de ser divertido, apenas não será algo em que nos vejamos investir muito tempo...
Deixamo-vos aqui o link para que o possam descarregar e divertir-se um pouco, voltando até ao ano de 1992.