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sábado, 1 de agosto de 2020

sábado, 1 de agosto de 2020

Nacional: 4 em Linha de Paulo e Rui Ferreira


Mais um clássico da Spooler é o que temos hoje vindo ainda dos arquivos que nos foram cedidos há já algum tempo pelo João Encarnado.


4 em Linha foi criado em 1990 por Paulo Ferreira e Rui Ferreira e publicado na disquete nº 14 da revista. Um jogo bastante simples e divertido, que cumpre o que promete. Os gráficos são básicos mas engraçados, a música inicial divertida e a inteligência artificial do nosso adversário bastante competente. Infelizmente não temos acesso ao número da revista em questão, por isso não vos podemos dizer muito mais acerca dele...



Através do ficheiro "Leia-me" soubemos que ambos os autores vêm de Vila Franca de Xira e programar o jogo em GWBasic, tendo sido configurado para uma carta monocromática Hércules utilizando um emulador de CGA. Tendo concorrido ao passatempo "O Melhor Jogo da Spooler" terão sido premiados, mas não temos a certeza que lugar obtiveram (caso algum dos nossos leitores se recorde, por favor digam-nos nos comentários).
Queiram vocês recordar os velhos tempos ou apenas poder disfutrar de um pequeno jogo para descontrair na vossa máquina retro ou através do DOSBox, aqui fica o link.

sábado, 25 de julho de 2020

sábado, 25 de julho de 2020

Nacional: Génio de Vitor Monteiro



Após uma semana de ausência, regressamos este sábado com um jogo educativo de 1990, mais uma vez, do lote que nos foi cedido por João Encarnado.

Criado por Vitor Manuel Monteiro e publicado na Spooler nº13 para concorrer ao concurso "O Melhor Jogo", o que temos é um jogo educativo que, apesar de não ser especialmente criativo, dentro do género está muito bem executado. Permite jogar a solo ou em modo competitivo até 6 jogadores à vez, podendo ser escolhido um de vários temas, como: Ciência, Desporto, Geografia, História, Informática, Literatura, Música, entre outros. Ainda mais, podemos criar os nossos próprios temas e perguntas, o que ainda aumenta mais a longevidade deste programa.

 
As questões são muito diversas e a sua quantidade promete-nos muitas horas de jogo, para além disso a apresentação a nível de gráficos e animação impressiona para a época. Por esta razões temos a certeza que poderia aqui estar um produto comercial com algum sucesso, caso tivesse havido esse interesse.

Fiquem aqui com mais esta pérola nacional a nível de videojogos educativos.


sábado, 27 de junho de 2020

sábado, 27 de junho de 2020

Nacional: Matrecos de Luís Filipe


Esta semana recuperamos mais uma pérola nacional dos videojogos, um jogo bastante original criado por Luís Filipe e enviado para a Spooler que posteriormente o publicou na sua disquete nº13.
Este é mais um dos muitos programas preservados por João Encarnado, a quem desde já agradecemos, mais uma vez, a partilha.


Aqui temos um muito interessante simulador de futebol com uns gráficos engraçados e jogabilidade viciante que se joga ao estilo de matraquilhos, estando os nossos jogadores presos uns aos outros, como se unidos pela vareta de uma mesa daquele jogo.
Infelizmente a emulação não é perfeita, daí que vos aconselhamos a ajustar a velocidade dos ciclos no DOSBox, de modo a tornar o jogo mais acessível.
Um verdadeiro clássico e certamente das melhores criações que passaram pela Spooler, fiquem com mais uma recomendação do Planeta MS-DOS.

Aqui fica o link para que o possam descarregar.

sábado, 30 de maio de 2020

sábado, 30 de maio de 2020

Nacional: Labo de Rui Curado + Extras



Após o nosso post da semana passada acerca do Voos Loucos, o Rui Curado entrou em contacto connosco desafiando-nos a partilhar o seu jogo, Labo, este também publicado na Spooler.
Através deste contacto o próprio autor, a quem muito agradecemos, não só nos cedeu o seu jogo, como também alguns scans dos artigos onde foi mencionado e até uma lista de códigos para acesso a cada um dos 520 níveis. Tendo em conta que estes scans vieram de fotocópias antigas, decidimos antes colocar aqui umas versões com melhor qualidade, retiradas do site Tralhas Várias.


Seguem agora as páginas da Spooler onde o Labo é referido como sendo o vencedor do concurso, publicadas no nº11 e também algumas outras dedicadas ao mesmo jogo no nº13, algo que a revista decidiu fazer após ter recebido inúmeras cartas de leitores que se queixavam de ficar bloqueados no mesmo a certo ponto.





Finalmente deixamo-vos os códigos para todos os níveis do jogo e o link para o poderem descarregar, aqui.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Clássico: "Alien Force" (1990)

 

Quando estava a dar os meus primeiros passos na informática, recordo-me de receber da minha mãe uma disquete com uma etiqueta escrita à mão em que se podia ler apenas uma palavra - "Jogos". Nessa disquete tive acesso a alguns dos meus primeiros jogos que mais tarde vim a saber serem maioritariamente dos pacotes Microsoft Entertainment Pack 1, 2 e 3, juntamente com mais alguns jogos freeware bastante simples.

A maioria deles eram jogos de cartas, que não me interessavam minimamente, mas havia também alguns puzzles e jogos de lógica um pouco mais engraçados. No entanto aqueles que me lembro de jogar com mais frequência eram o Skyfree e um jogo de que não me conseguia lembrar o nome.

Com o passar dos anos consegui felizmente manter essa disquete comigo, mas recentemente ao tentar aceder-lhe, descobri que estava estragada, tendo ficado assim sem saber qual era o tal jogo. Estranhamente, quando me preparava esta semana para escrever um post aqui para o blog acerca de outra coisa, subitamente o nome desse volta-me à memória e pude finalmente recordá-lo.


Alien Force foi criado em 1990 por Robert Epps para o Windows 3.0 e é, na suas palavras, é um jogo arcade simples em que devemos atirar para tudo o que mexe. Controlamos uma nave azul clara  e devemos tentar eliminar todas as naves alienígenas de cor vermelha para chegar ao final do nível.
Movemo-nos usando as teclas de direção, podemos carregar no S para parar, R para inverter a direção e barra de espaços para disparar um míssil.

Só podemos disparar um míssil de cada vez, por isso, se falharmos o alvo temos de aguardar que o nosso projéctil chegue ao final do ecrã antes de podermos disparar de novo. Cada nave vale 100 pontos e ao avançar para o próximo nível recebemos um bónus de 500 vezes o número do nível que acabámos de concluir. Se desejarmos podemos começar a partir de qualquer nível através de uma opção do menu. Inicialmente os inimigos não parecem ser muito inteligentes, mas vão gradualmente tornando a nossa vida cada vez mais complicada, perseguindo-nos mais eficazmente e disparando com muito maior frequência.


Se os primeiros níveis se conseguem completar com facilidade, chegando a uma certa altura do jogo, tal como nos jogos arcade clássicos em que este se inspira, a velocidade do jogo torna-se frenética e  chega a ser quase impossível escapar à perseguição das naves inimigas.

Aqui a simplicidade é chave, não esperem gráficos de alta qualidade, pois aqui o que têm é muito básico nem qualquer som. Diria até que os gráficos estão ao nível da chamada programmer art, mas nada disso retira interesse ao jogo, pois a nível de programação a inteligência artificial dos inimigos está muito bem concebida e é isso é o mais importante do jogo.

Não há muito mais a dizer, apenas recomendo que o experimentem. Podem encontrá-lo atualmente aqui, no Internet Archive, onde o podem jogar diretamente no browser.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Clássico: "Ducktales: The Quest for Gold" (1990)

Ducktales da Incredible Technologies

Podem achar estranho que uma pessoa da minha idade tenha jogado este jogo na sua juventude, especialmente tendo em conta que saiu dois anos antes de eu ter nascido, mas foi isso mesmo que aconteceu e é um dos jogos que nos dias de hoje me deixa um maior sentimento de nostalgia.

Acontece que quando comecei a ter acesso à Internet por volta de 2003/04 e depois de me fartar de jogar os demos que vinham com as poucas revistas que comprei, decidi começar à procura de jogos completos. Descobri então que existiam sites de abandonware (um conceito recente à época) em que se podiam encontrar jogos completos para MS-DOS de grande qualidade e esse tempo que passei a explorar sites como o Home of the Underdogs deu-me a conhecer excelentes clássicos que recordo hoje com grande estima.


Patinhas no seu escritório


Como já era fã desde muito pequeno das bandas desenhadas Disney, e especialmente das histórias do Tio Patinhas, quando descobri que havia um jogo que poderia jogar que me colocaria "dentro" do mundo dessas personagens não hesitei em experimentá-lo.

A história conta-nos que Pão-Duro Mac Mónei desafia o Tio Patinhas para uma competição da Dime Magazine que pretende determinar quem será o próximo "Pato do Ano". Para isso ambos terão de dar a volta ao mundo, superando vários desafios que se traduzem em mini-jogos e quem acumular a maior quantidade de dinheiro ao fim de 30 dias será o contemplado com aquele título.

Controlamos então o Tio Patinhas e sua família (Pato Donald e os seus sobrinhos) numa série de aventuras à volta do mundo, com localizações baseadas em cenários reais que incluem:
As florestas africanas onde tentamos capturar em fotografia animais raros, explorar cavernas remotas na América do Sul onde poderemos encontrar inúmeros tesouros, escalar perigosas montanhas na Ásia para aceder a tesouros escondidos no seu cume ou explorar florestas na Oceania, saltando de árvore em árvore e escapar animais perigosos para descobrir ouro e pedras preciosas lá deixadas por antigas civilizações. Para além disto podemos também investir em ações ou só ver Patinhas tomar um banho de moedas na sua caixa-forte (que por vezes levará a que encontremos uma moeda rara, ajudando à nossa pontuação final).


O famoso banho de moedas


Para a época, é verdadeiramente surpreendente o que conseguiram fazer - os gráficos são fantásticos tendo capturado na perfeição o desenho das personagens e cenários, já sem falar das animações muito fluídas e fiéis ao estilo da série de animação. Destaco desde logo, a animação do banho de Patinhas ou qualquer uma das animações usada quando exploramos as grutas, as reações das personagens e o movimento são tão fluídos que se torna fácil esquecer o desenho mais pixelizado, sendo bastante fácil entrar no jogo.

Quanto a áudio, estamos limitados ao Beeper , tendo os criadores do jogo optado por colocar apenas a icónica música do genérico da série no início do jogo e uma versão curta da mesma no mapa.
Nos restantes momentos utilizam apenas o beeper para produzir sons, algo que foi feito de forma magistral, sendo para mim uma referência da época relativamente ao tratamento de som. Experimentem ouvir a abertura da porta de metal do cofre-forte ou o som aquando da queda de um dos sobrinhos na água e poderão ver ao que me refiro.

 
Explorando as grutas com os sobrinhos


Quanto ao jogo é bastante desafiante, mas divertido. Devo dizer que enquanto nas provas de fotografia e de exploração das grutas com algum cuidado e técnica se consegue ter um bom resultado, os níveis de escalada e da floresta são bem mais difíceis e exigem alguma prática. Ainda assim, são um bom desafio mas nada de exagerado. Para quem procura um jogo bem complexo não o encontrará aqui, sendo ideal para passar o tempo, já que é uma experiência relativamente curta.


Escapando por pouco às garras do urso


Recomendo especialmente este título para os nostálgicos que procuram relembrar as bandas desenhadas e série de televisão da juventude, pois para esses, tal como eu, o jogo será uma fantástica viagem pela memória com todas aquelas personagens e espaços de que nos lembramos com um jogo bem divertido e fiel ao material de origem. Para os restantes também recomendo que joguem pelo menos uma vez, pois não se arrependerão, mas decerto que se não reconhecerem as personagens não retirarão nem metade do prazer que os nostálgicos como eu temos por este jogo.

Podem encontrá-lo atualmente no site archive.org