Páginas

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Recortes: NoteBook companheiro inseparável - Notícias Magazine (1993)

No "Recortes" desta Quinta-feira, continuamos com a coluna de Informática escrita por Simões Dias para a Notícias Magazine. E o tema é o NoteBook, o companheiro ideal para quem se locomove frequentemente mas não pode dispensar as ferramentas de trabalho proporcionadas por um computador. No seu texto, Simões resume as vantagens desta categoria de computadores portáteis, e refere três modelos de notebooks para o MS-DOS, os quais iremos aqui relembrar muito ao de leve.

Z-Note 325LC

O Z-Note 325LC vinha equipado com o processador Intel i386SL a 25MHz; trazia instalado o MS-DOS 5.0 e Windows 3.1, e tinha uma autonomia anunciada de 3 horas. A especificação do hardware podia variar conforme a finalidade de uso: doméstica ou empresarial. Por exemplo, a RAM ia desde os 4 MB até ao máximo de 12 MB, além de um disco de tamanho máximo até 120 MB.

Olivetti Quaderno PT-XT-20

Já o Quaderno (PT-XT-20), o inovador e ultra-ligeiro notebook da Olivetti, vinha equipado com  processador NEC V30 HL a 16 MHz (compatível com 80186), memória RAM de 1 MB, e um disco de 20 MB. O MS-DOS 5.0 era carregado da ROM e o ecrã LCD suportava a resolução 640x400 (DCGA). Com o tamanho de uma folha A5, era ideal para trabalho comercial, chegando a competir no mercado com os PalmTop PCs.

O modelo seguinte, Quaderno 33 (PT-AT-60), substituiu o processador NEC pelo AMD386SXLV a 20 MHz, e vinha com 4MB de RAM ampliáveis a 8MB, além de um disco de 60 MB e um trackball integrado. O LCD (retro-iluminado) suportava 640x480 (VGA), e o sistema operativo instalado era o MS-DOS 6.2 com Windows 3.1.

ThinkPad 700 (1992)

O ThinkPad 700/700C foi o primeiro notebook de uma das dinastias mais famosas de computadores portáteis: a ThinkPad - inicialmente sob a batuta da IBM, hoje pertencendo à chinesa Lenovo. Depois do fracasso com o tablet ThinkPad 700T, o modelo 700 veio equipado com um processador Intel 486 SLC a 25 MHz, com 4 de RAM e um disco de 120MB. A variante 700C também tornou-se a mais popular por ter um ecrã TFT colorido de 10.4" no lugar do ecrã STN monocromático de 9.5". Com um teclado excelente, um design atractivo e um preço acessível tornou-se num completo sucesso no mundo empresarial.

E sem mais delongas, deixamos então os leitores com este recorte!

NoteBook companheiro inseparável - Simões Dias

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Lisboa Games Week - Indies em destaque na Loading Zone



Este passado fim de semana tive a oportunidade de participar em mais um Lisboa Games Week, estando na banca do Massive Galaxy Studios, mas durante o tempo em que por lá estive também pude visitar as outras bancas e ver o que de melhor se faz por cá atualmente.

O Planeta MS-DOS decidiu este ano abordar jogos indie portugueses com inspiração retro, já que a zona da responsabilidade do Museu Nostalgica não tinha qualquer motivo de interesse para o nosso blog (e já fiz a minha apreciação acerca do espaço no Planeta Sinclair), escolhendo especialmente aqueles que pudessem ter uma ligação, ainda que indireta, a jogos desde a época do MS-DOS até ao Windows 98.


Primeiro destaco Blattaria do Blattaria Studio, que me pareceu um dos jogos mais interessantes do evento, mas que infelizmente não consegui ter oportunidade de o experimentar, já que não fazia ideia de que apenas iria estar disponível ao público por um dia. Do que já conheço parece-me um título bastante prometedor, com claras influências dos jogos da Amanita Design. Nesta história controlamos uma jovem barata que na sua viagem descobre que as terras por onde navega são controladas por um regime totalitário controlado por insetos e ratos. Fica também a saber que o seu avô já foi parte de um grupo de rebeldes que falharam um golpe de estado, tendo sido detidos. Assim, temos como objectivo guiar a jovem barata numa missão que continua o trabalho iniciado pelo seu avô.

De relevar a qualidade da arte, toda ela desenhada em papel e depois digitalizada, mas também o facto de não haver qualquer texto, sendo todos os diálogos representados pela mímica dos personagens, por símbolos ou por cutscenes. Apesar da ausência de texto, existe um rico enredo que nos é contado pelos detalhes do cenário e ao avançar no jogo vamos notando uma evolução do estilo artístico que acompanha o desenrolar da história.
Recentemente este projeto mudou de mãos estando agora a ser desenvolvido por um estúdio que já não é o original, daí que não tenha a certeza se já houve alguma mudança em relação à história que já conhecia. Seja como for, será um projecto que vamos acompanhar atentamente.


Em seguida destacamos Viragon, um jogo que tivemos oportunidade de experimentar tanto a solo com na versão para dois jogadores e pareceu-nos uma verdadeira hidden gem, já que ficámos imediatamente fãs e não vimos que tivesse tido grande destaque da imprensa. Criado por um developer inglês - Edward Kay - a viver atualmente em Portugal, foi um projeto de seis meses cujo conceito saiu de uma gamejam. Essencialmente é um jogo arcade em que controlamos uma pequena nave que nos lembra o velhinho Asteroids que luta contra uma força alienígena que se replica e aumenta constantemente de tamanho ao estilo do Game of Life.

A jogabilidade é frenética, divertida e além disso os controlos são bastante simples, pois apenas usamos os thumbsticks para mover e disparar, tornando-se um jogo bem acessível a jogadores de todas as idades, lembrando-nos do melhor que saiu a nível de jogos arcade nos anos 80.
Muito aconselhado experimentar a versão para dois jogadores que pede uma comunicação e coordenação constante para atacar os pontos nevrálgicos da criatura. Também é introduzida uma mecânica nova que nos permite ressuscitar o nosso companheiro caso tenha sido atingido (pairando com a nossa nave em cima da dele) o que se torna bastante desafiante já que a criatura parece crescer de um modo imprevisível. Definitivamente recomendado!


O segundo destaque dentro dos jogos que pudemos experimentar vai para Power the Grid de Claúdio Augusto, um simulador de gestão energética que nos lembra o clássico Sim City, mas com um design clean e moderno. Como gosto deste género de jogos não foi muito difícil convencer-me, mas gostámos de ver a atenção ao realismo e também a incidência num assunto muito atual - a transição das energias fósseis para renováveis e a difícil gestão das duas sem causar falhas que possam prejudicar os consumidores.  Aqui devemos gerir o dinheiro que recebemos do serviço de fornecimento de energia para a instalação de novas centrais, painéis solares, eólicas e respectivos upgrades. No caso das centrais que dependem do carvão, teremos de o comprar para reabastecer a central regularmente, tendo o cuidado de gerir o funcionamento dos geradores para que o consumo de matéria-prima não ultrapasse as nossas reservas de combustível demasiado rapidamente e fiquemos sem recursos financeiros para nos reabastecer.

Para alcançar os objetivos financeiros de cada nível não podemos tentar acelerar o processo ligando as nossas centrais a demasiados bairros habitacionais, devendo optar por uma evolução lenta. Caso contrário corremos o risco de ter uma falha no fornecimento, que, caso seja prolongada, nos levará a perder o jogo. Vimos que tem bastante potencial, mas precisa de mais algum trabalho de desenvolvimento. Com mais algum investimento de tempo (e também financeiro, claro) acreditamos que poderá ser um título de sucesso caso continue o caminho que tem vindo a trilhar até ao momento.


Finalmente, guardámos o melhor para o final - Exophobia de José Castanheira, o vencedor do prémio Spotlight do Lisboa Games Week. Temos um First-Person Shooter com claras influências de clássicos como Wolfenstein 3D ou Doom e um look retro muito distintivo. Pude experimentá-lo utilizando um comando, o que levou a que demorasse algum tempo a habituar-me, mas felizmente o jogo vem configurado de origem para ser usado com o teclado com a configuração clássica dos jogos do género. Bastante divertido e viciante, gostei do ambiente de ficção científica e de poder explorar a base espacial com vários segredos escondidos pelo caminho, cartões que temos de recolher para ter acesso a áreas bloqueadas e níveis quase labirínticos. Poderá beneficiar de mais algum desenvolvimento, nomeadamente na construção de cenários mais diferenciados, até para facilitar a nossa orientação e novos inimigos que nos dêem uma experiência de jogo mais desafiante, mas para já parece-me um título muito prometedor. Iremos segui-lo atentamente, com esperança de que a divulgação que terá no próximo Gamescom (o prémio que venceu deu-lhe direito a um bilhete para este evento) o ajude a levar este projeto a um outro nível.

Concluímos com a ideia de que a qualidade dos jogos em Portugal continua a melhorar a um ritmo cada vez mais rápido e que estamos certos de que não faltará muito para que tenhamos um sucesso internacional. Peço desde já desculpa a todos os jogos que não foram referidos, mas como devem compreender, não tive muito tempo para os experimentar a todos. Além disso, muitos deles pertencem a géneros mais "modernos" e que não encaixariam bem neste blog ou a sua qualidade atual ainda deixa muito a desejar e preferimos esperar que estejam num estado mais avançado de desenvolvimento antes de os referir aqui.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Rebellion compra marca e portfolio de The Bitmap Brothers

aqui referimos The Chaos Engine, um clássico de The Bitmap Brothers, a icónica produtora britânica, que além de ter lançado uma sequência jogos aclamados pela crítica nos anos 90, também foi conhecida por promover e elevar os seus criadores ao estatuto de estrelas de rock!

Cadaver

E eis que a marca e respectivo portfolio foram adquiridos pela, também britânica, Rebellion, e que muitos irão associarão à famosa série Elite Sniper, ou aos inúmeros títulos que produziu para diversas consolas desde meados dos anos 90.

Xenon II: Megablast

Num comunicado acessível a partir do site da Rebellion, o CEO Jason Kingsley, anuncia que se sentem honrados pela passagem de testemunho de Mike Montgomery, o fundador da The Bitmap Brothers, e refere que planeia trazer os clássicos para as plataformas actuais, bem com lançar novos títulos baseados nos mesmos. 

Gods

O Planeta MS-DOS irá acompanhar as novidades irão surgir da Rebellion, pois se é verdade que a versão MS-DOS dos títulos da The Bitmap Brothers não tiveram o mesmo protagonismo que os seus pares para o Atari ou Commodore Amiga, ainda assim não deixaram de ser jogos marcantes para o IBM-compatível, tais como: Xenon II: Megablast, Cadaver, Gods, Magic Pockets, Z, entre outros.

Magic Pockets

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Batch: Adicionar caminho (ADDPATH.BAT)

O ficheiro ADDPATH permite-nos adicionar vários caminhos diferentes à variável PATH, através de parâmetros (pode-se passar até 9 parâmetros num ficheiro “batch”). 


Observe-se o comando SHIFT do DOS que em conjunto com um ciclo possibilita o tratamento de cada um dos parâmetros (fazendo um "shift" do valor do parâmetro %2 para o parâmetro %1, do %3 para o %2 e assim por adiante, descartando o valor do parâmetro %1) até que todos tenham sido tratados. O ficheiro pode ser obtido aqui.



ADDPATH.BAT:
@echo off

if "%1"=="" goto usage
set tmpvar=
if "%path%"=="" goto cycle
set tmpvar=%path%;

:cycle
set tmpvar=%tmpvar%%1
shift
if "%1"=="" goto addpath
set tmpvar=%tmpvar%;
goto cycle

:addpath
set path=%tmpvar%
set tmpvar=
echo %path%
echo.
goto end

:usage
echo.
echo Usage: ADDPATH [pathname...]
echo.

:end

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Recortes: Um Passeio Virtual na Internet - Revista da Rua Sésamo (1996)

Com o término da secção O Ratinho que Faz Bip de Leonor Areal, impunha-se a criação de uma nova secção, que já apanhamos a meio, em Junho de 1996.

Aqui propõe-se uma viagem pela Internet, apresentando-se alguns sites portugueses (e não só) de referência, algo que deixamos como uma curiosidade, uma espécie de cápsula do tempo, que nos permite ver como se recomendava apresentar a Internet a uma criança numa época em que em Portugal a World Wide Web ainda estava nos primórdios.




sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Código-fonte de aplicações CAD/CAM para AutoCAD.


Os leitores do blogue irmão Planeta Sinclair muito provavelmente já ouviram falar do emulador ZEsarUX, ou do seu criador, César Hernandéz Bañó.

Pois bem, o nome dele agora é notícia aqui no Planeta MS-DOS: César Bañó anunciou, no Facebook, a disponibilização do código-fonte de alguns programas de MS-DOS para equipamentos CAD/CAM.

Os programas foram criados pelo pai e irmãos de César, em C++ e Pascal. Um deles, por exemplo, transforma um ficheiro de AutoCAD em instruções para uma CNC de matrizes.


Nós tentamos compilar os projectos mas deparamos com algumas dificuldades, a começar pela incerteza das versões dos compiladores envolvidos, ou pela falta de units e headers que suspeitamos fazerem parte de alguma API proprietária das máquinas de corte ou do próprio AutoCAD.

Os autores, conforme referido pelo César, não se lembram para que máquinas estes utilitários se destinam, logo só poderemos especular sobre as dependências em falta.

A título de curiosidade, o repositório pode ser acedido aqui.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Recortes: Tradutor - Notícias Magazine (1993)

Esta semana apresentamos mais um recorte da revista Notícias Magazine, novamente com a coluna de Informática, da autoria de Simões Dias. Desta vez, o autor analisa um software de tradução automática (para as línguas portuguesa, inglesa, alemã e francesa). 

Este programa disponibiliza um conjunto enriquecido de funcionalidades, de grande utilidade tanto para tradutores profissionais, bem como para utilizadores mais casuais que até podem "aprender a brincar" os vários idiomas contemplados nesta ferramenta. 

No entanto, aparte da excelente análise, ficamos sem saber qual seria a editora que publicou este software, onde se poderia obter e qual o preço de venda. Talvez algum leitor consiga esclarecer alguns destes detalhes?

Seja como for, o recorte pode ser acedido na imagem abaixo!


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Okuplok: mais de 10 horas de DOOM com Decino!

Para quem é fanático de DOOM, a internet é um prato cheio! Seja pela vasta comunidade de modders, que continuam a produzir novos níveis e campanhas, melhorando (ou abusando) do engine; seja pelos ports do DOOM para tudo que é plataforma; seja pelos inúmeros canais do Youtube com gameplays, walkthroughs, análises, críticas, não há dúvida que o pai de todos os FPS continua tão vivo quanto antes.

Decino é uma das personalidades no universo DOOM, conhecido pelo seu canal, com análises pontuais (por exemplo, como funciona a BFG9000), ou com frenéticos UV runs (dificuldade ultra-violence, 100% segredos, sem saves) a contrastar com uma narração plácida e suave. Tendo já gravado runs de todos os episódios oficiais e uma boa mão cheia de níveis não oficiais, está actualmente com uma sequência fantástica de vídeos do recente e aclamado megawad Eviternity

Mas não só de DOOM se faz o canal de Decino, que tem também playlists dedicadas aos jogos Serious Sam e Quake, as quais recomendo particularmente.

Pois bem, o canal de Decino atingiu recentemente os 30.000 inscritos e para presentear a comunidade, neste fim de semana fez uma live com um dos slaughter maps mais insanos de sempre: Okuplok, nível que conta com quase 30.000 inimigos!

Massacre!
Foram mais de 10 horas de jogatina, massacre de imps, e convívio entre o simpático Decino e os fãs. Este que vos escreve apenas conseguiu acompanhar pouco mais que duas horas (o resto terá que ser digerido durante as próximas semanas)! 

O longo vídeo pode ser visto abaixo! :)